Post: Países debatem estratégias para combater combustíveis fósseis e desmatamento ilegal

clima - Países discutem estratégias para combater combustíveis fósseis e desmatamento ilegal na COP30 e COP31.
Países debatem estratégias para combater combustíveis fósseis e desmatamento ilegal

Na última semana, as presidências da 30ª e da 31ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP) se reuniram na Dinamarca para apresentar uma proposta preliminar do Acelerador Global de Implementação Climática. A iniciativa, lançada em novembro de 2025 durante a COP30, sob a presidência do Brasil, visa priorizar ações com potencial de escala global e agilidade na entrega de soluções para o combate às mudanças climáticas.

A proposta busca transformar o debate jurídico em ações práticas e imediatas, com a expectativa de que a próxima conferência do clima, a ser realizada em Antália, Turquia, em novembro, traga resultados concretos.

Objetivos do Acelerador Global

A apresentação do Acelerador a representantes de cerca de 40 países ocorreu durante a reunião Ministerial do Clima de Copenhague, que é um evento tradicional na capital dinamarquesa. A CEO da COP30, Ana Toni, destacou que o Acelerador é um mecanismo cooperativo e voluntário, com o potencial de gerar efeitos em cadeia significativos.

“A proposta é acelerar soluções, como tecnologias, procedimentos e metodologias, incluídas em Planos de Aceleração de Soluções nas diferentes iniciativas e objetivos da Agenda de Ação”, afirmou Ana Toni.

Mapas do Caminho: Desmatamento e Combustíveis Fósseis

Os chefes de delegação também discutiram os Mapas do Caminho da Presidência da COP30, que abordam combustíveis fósseis e desmatamento até 2030, conforme acordado na COP28, em Dubai, em 2023. A presidência recebeu 444 contribuições para esses mapas, após uma consulta realizada entre fevereiro e abril.

O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, ressaltou que as soluções científicas e tecnológicas necessárias para limitar o aquecimento global à meta do Acordo de Paris são conhecidas, mas o desafio reside em garantir financiamento e transferência de tecnologia para que os países possam implementar essas mudanças a tempo.

“Estamos nos esforçando para trazer as melhores informações para que os debates sobre desmatamento e combustíveis fósseis sejam embasados e viáveis”, afirmou o diplomata.

Transição do Regime Climático

A diretora de Clima do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, embaixadora Liliam Chagas, comentou sobre a evolução do chamado “regime climático”, que abrange regras e tratados internacionais. Ela observou que os países estão amadurecendo, tornando as negociações mais focadas e organizadas.

“O regime está passando por uma fase de transição, da negociação para a implementação do que já foi acordado”, destacou a embaixadora.

“Dez anos após o Acordo de Paris, os países ainda mantêm e reforçam seus compromissos de desenvolver políticas de combate à mudança do clima e planos de adaptação”, completou.

Durante as sessões, também foram abordados temas como a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e a adaptação aos impactos das mudanças climáticas.

O encontro em Copenhague foi um passo importante para preparar o caminho para as próximas COPs, onde se espera que as discussões avancem em direção a soluções concretas para os desafios climáticos globais.

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