Post: Câmara aprova aumento do adicional de fronteira, elevando gastos do governo

Câmara aprova aumento do adicional de fronteira, elevando gastos do governo com servidores públicos em áreas de difícil provimento.
Câmara aprova aumento do adicional de fronteira, elevando gastos do governo

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (27), a ampliação do adicional de fronteira, que beneficia servidores públicos em áreas de difícil provimento. O valor diário do benefício, que atualmente é de R$ 91, será elevado para R$ 191 a partir de 2027. A proposta, que agora segue para o Senado, foi aprovada por votação simbólica, sem contagem de votos.

A medida, enviada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma medida provisória, estima que a extensão do benefício a novas carreiras custará cerca de R$ 2,99 bilhões até 2028. O cálculo do Ministério da Gestão e Inovação (MGI) considera o pagamento do valor atual e a inclusão de servidores da carreira de auditoria federal de finanças e controle, vinculados à Controladoria-Geral da União (CGU), além de funcionários da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e da Polícia Federal.

O impacto financeiro do adicional, que deve alcançar quase R$ 1 bilhão até 2028, considera o reajuste apenas para as carreiras que já recebem o benefício, além das novas categorias que passarão a ser incluídas. Com a aprovação, outras oito categorias, incluindo servidores do Ministério da Educação, das agências reguladoras e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), poderão também ser beneficiadas.

A proposta, na forma como foi aprovada, levanta preocupações sobre um possível impacto fiscal significativo para o governo. Um técnico da área econômica avaliou que a medida pode representar um risco para o Orçamento. O MGI, ao ser procurado, não se manifestou sobre o assunto.

O líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), havia sinalizado a intenção de tentar barrar a votação da proposta, uma vez que o relatório não apresentava um detalhamento claro do impacto fiscal das mudanças. No entanto, a federação liderada pelo PT orientou seus membros a votar favoravelmente ao texto, que agora aguarda discussão no Senado. Essa aprovação representa um passo importante na discussão sobre os benefícios para servidores públicos em regiões mais afastadas e com dificuldades de provimento de pessoal.

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