Post: Bolsa brasileira sobe 1,3% e alcança maior patamar em quase quatro meses

Bolsa brasileira sobe 1,3% e atinge maior nível em quase quatro meses, impulsionada pela alta do petróleo e queda do dólar.
Bolsa brasileira sobe 1,3% e alcança maior patamar em quase quatro meses

Em meio a um cenário internacional conturbado, a bolsa brasileira registrou uma alta significativa de 1,3%, atingindo seu maior nível em quase quatro meses. O dólar, por sua vez, caiu para R$ 5,15, refletindo um movimento positivo no mercado financeiro nacional, impulsionado pela alta do petróleo no exterior.

A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã contribuiu para a valorização dos ativos brasileiros, com a Petrobras se destacando entre as ações que mais contribuíram para o avanço do Ibovespa.

Principais números do mercado:

  • Dólar comercial: R$ 5,153 (-0,54%);
  • Ibovespa: 179.722,48 pontos (+1,3%);
  • Petróleo Tipo Brent: US$ 94,65 (+4,6%);
  • Petróleo WTI: US$ 90,22 (+5,2%).

O dólar comercial encerrou o pregão desta terça-feira (1º) com uma queda de 0,54%, sendo vendido a R$ 5,153. Com esse resultado, a moeda americana acumula uma desvalorização de 6,12% no ano. No início da sessão, o dólar chegou a ser cotado a R$ 5,20, após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do segundo trimestre, que indicou uma desaceleração econômica, o que pode levar o Banco Central a considerar novos cortes na Taxa Selic, atualmente em 14% ao ano.

Apesar da expectativa de juros menores, que geralmente diminuem a atratividade do Brasil para investidores estrangeiros, o dólar perdeu força ao longo da manhã, acompanhando a tendência de outras moedas de mercados emergentes e a valorização do petróleo. Por volta das 14h20, a moeda chegou a ser negociada a R$ 5,13.

Enquanto isso, o Ibovespa fechou em alta de 1,3%, aos 179.722,48 pontos, superando os 181 mil pontos pela primeira vez em quase quatro meses. O indicador encerrou o dia no nível mais alto desde 12 de maio. As ações da Petrobras, que foram as mais negociadas, impulsionaram esse avanço, acompanhando a forte valorização do petróleo no mercado internacional. As ações preferenciais da companhia subiram 4,11%, enquanto as ordinárias avançaram 4,14%.

A valorização do petróleo também beneficiou outras empresas do setor no Brasil. Além da alta das ações da Petrobras, o mercado reagiu ao anúncio de um aumento de 13,9% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) pela companhia. Outro dado relevante foi o recorde na produção brasileira de petróleo, que atingiu 4,5 milhões de barris por dia em julho, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O crescimento de 0,5% da economia brasileira no segundo trimestre, em comparação com os três meses anteriores, também esteve no radar dos investidores. Apesar de mostrar uma desaceleração, com retração do consumo das famílias e menor dinamismo da indústria, o resultado reforçou as expectativas de novos cortes na Selic.

No último dia de agosto, o mercado acionário brasileiro registrou uma saída líquida de R$ 130 milhões em capital estrangeiro, acumulando um saldo negativo de quase R$ 18,6 bilhões até o dia 28 do mês. A alta da bolsa brasileira contrasta com o pessimismo observado nos Estados Unidos, onde o S&P 500 terminou o dia com uma queda de 0,71%. O rendimento do título de dez anos do Tesouro americano subiu, refletindo um movimento global de venda desses papéis.

O petróleo teve uma forte valorização nesta terça-feira, após os Estados Unidos anunciarem novos ataques contra alvos no Irã, aumentando as preocupações sobre a oferta global da commodity. O petróleo WTI fechou em alta de 5,2%, a US$ 90,22 por barril, enquanto o barril do tipo Brent para novembro avançou 4,6%, encerrando a US$ 94,65. Esse aumento se deu em meio à intensificação das tensões no Oriente Médio e novos riscos para o fornecimento global de petróleo e derivados.

* com informações da Reuters

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