O Banco Central do Paraguai anunciou na noite de quinta-feira (5) as diretrizes para o reembolso de clientes do Ueno Bank, instituição que foi fechada na quarta-feira (4) devido a problemas de solvência. O fechamento gerou uma onda de preocupação entre os correntistas, que relataram dificuldades em realizar operações bancárias e acessar serviços online desde a interrupção das atividades. A solvência do Ueno Bank caiu para 5,56%, bem abaixo do mínimo exigido de 12%, levando à decisão da autarquia.
Em comunicado oficial, o Banco Central informou que o reembolso será prioritário para aqueles que atendem a três condições específicas. Os clientes que possuem saldo de até 10 milhões de guaranis, equivalente a aproximadamente R$ 8.917,29, receberão a quantia total, desde que cumpram os critérios estabelecidos. No entanto, a autarquia não divulgou um cronograma para a devolução dos valores ou informações sobre como os clientes que não se enquadram nessa faixa serão atendidos.
O Banco Central do Paraguai orientou os clientes a utilizarem apenas canais oficiais para esclarecer dúvidas, alertando para tentativas de golpes direcionadas aos correntistas. Um aviso foi emitido um dia antes do fechamento do banco, recomendando que os clientes acessassem apenas os sites oficiais do Banco Central para informações sobre o processo de reembolso.
As consultas sobre os valores a serem devolvidos poderão ser realizadas após o término do período de pagamentos, com os canais de comunicação sendo divulgados posteriormente. A situação do Ueno Bank levanta questões sobre a estabilidade do sistema financeiro paraguaio e a proteção dos consumidores em situações de crise. A autarquia tem se mostrado atenta às necessidades dos clientes, mas a falta de clareza sobre o processo de reembolso gera incertezas entre os afetados.
A crise do Ueno Bank não afeta apenas os clientes paraguaios, mas também brasileiros que migraram para o país em busca de oportunidades de estudo e trabalho. A facilidade na abertura de contas atraiu muitos, mas agora muitos se veem em uma situação complicada, com seus recursos financeiros comprometidos. A situação ressalta as fragilidades do sistema financeiro local e a necessidade de um monitoramento mais rigoroso por parte das autoridades competentes.



