Post: Augusto Cury escolhe Luiz Carlos Hauly como representante econômico a poucos dias do 1º turno

Augusto Cury define Luiz Carlos Hauly como representante econômico a poucos dias do 1º turno das eleições.
Augusto Cury escolhe Luiz Carlos Hauly como representante econômico a poucos dias do 1º turno

A campanha de Augusto Cury (Avante), que aparece em terceiro nas pesquisas para a Presidência, definiu o deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) como seu representante para tratar das pautas econômicas do plano de governo. A escolha ocorre a poucos dias do primeiro turno das eleições, em um momento crucial para a estratégia da candidatura.

Nos últimos dias, a equipe de Cury buscou sondar nomes tanto no Congresso quanto no mercado financeiro, mas a definição de Hauly se concretizou à medida que Cury se consolidou como uma alternativa viável nas pesquisas. Economista de formação, Hauly já ocupou o cargo de secretário da Fazenda do Paraná em duas gestões e foi um dos signatários de um manifesto em defesa da reforma tributária.

Cury, no entanto, promete fazer ajustes na reforma tributária proposta, visando evitar “distorções ou prejuízos relevantes” a setores da economia, embora não tenha especificado quais seriam esses setores. O ex-deputado federal Júlio Delgado (Avante-MG), que é candidato a vice-presidente na chapa de Cury, comentou que a demora em definir um nome para a economia pode ter sido influenciada pelo desempenho inicial abaixo do esperado nas pesquisas, onde Cury chegou a marcar apenas 2%.

Além disso, Delgado destacou que assumir o núcleo econômico da campanha exigiria que os consultores deixassem suas atividades no setor privado, algo que muitos representantes consultados não estavam dispostos a fazer. Em campanhas anteriores, os nomes escolhidos para assessorar candidatos na área econômica frequentemente tinham vínculos com empresas e entidades do setor privado, como Daniella Marques (Flávio Bolsonaro) e Carlos da Costa (Romeu Zema), que se licenciaram para atuar nas campanhas.

Delgado enfatizou que Cury está se consolidando como uma terceira via e que aqueles que estavam comprometidos com seus espaços no setor privado estão observando o desenvolvimento da campanha antes de decidir se irão se licenciar. Cury também contou com a colaboração de ex-integrantes do Ministério da Fazenda e economistas renomados na elaboração de seu plano de governo.

Recentemente, uma pesquisa Datafolha revelou que Cury mantém-se como o terceiro colocado nas intenções de voto, com 6%, superando candidatos como Zema, Caiado e Renan Santos (Missão). Embora tenha alcançado 10% em uma pesquisa da Quaest no início de setembro, a mobilização em torno de sua candidatura parece ter esfriado nos últimos dias.

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