Post: Ataques aéreos do Paquistão resultam em dezenas de mortes no Afeganistão

Ataques aéreos do Paquistão no Afeganistão resultam em dezenas de mortes, segundo o regime talibã, que relata vítimas civis.
Ataques aéreos do Paquistão resultam em dezenas de mortes no Afeganistão

Ataques aéreos realizados pelo Paquistão no leste do Afeganistão resultaram na morte de dezenas de pessoas, conforme relatado pelo regime talibã. O governo afegão afirma que houve vítimas civis, enquanto Islamabad alegou ter atingido uma facção dos talibãs paquistaneses, o Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP). Nos últimos meses, o Paquistão intensificou suas operações contra o Afeganistão, acusando-o de abrigar combatentes do TTP, uma alegação que é negada pelas autoridades afegãs. O ministro da Informação do Paquistão, Ataullah Tarar, informou que três alvos foram destruídos nas províncias de Paktia, Paktika e Kunar na noite de domingo (28). Ele afirmou que 25 combatentes foram mortos durante a operação, que também incluiu ações terrestres nas regiões fronteiriças. O alvo principal, segundo Tarar, foi o grupo Jamaat ul Ahrar, que tem intensificado seus ataques no Paquistão nos últimos anos. As operações foram descritas como uma retaliação a um ataque ocorrido na noite de sábado (27) contra um acampamento da força paramilitar dos Rangers paquistaneses em Karachi, no sul do país. O Exército paquistanês classificou o ataque como “covarde” e atribuiu a responsabilidade ao Jamaat-ul-Ahrar. Por outro lado, o porta-voz adjunto do governo afegão, Hamdullah Fitrat, afirmou que os ataques aéreos resultaram na morte de 36 civis, incluindo mulheres e crianças, e deixaram 163 feridos. Ele relatou que, enquanto os moradores estavam envolvidos nas operações de resgate, a área foi atingida por um novo bombardeio. Os confrontos entre Paquistão e Afeganistão, que eram esporádicos, se intensificaram e se transformaram em uma guerra aberta desde o fim de fevereiro. De acordo com um relatório da ONU, pelo menos 372 civis afegãos perderam a vida entre janeiro e março deste ano. Embora uma trégua temporária tenha sido respeitada em março, os ataques continuaram a ocorrer. As relações entre os dois países deterioraram-se significativamente desde que os talibãs assumiram o poder em Cabul em 2021. Os esforços de mediação de várias nações, incluindo a China, não conseguiram avançar, e a fronteira entre os dois países permanece em grande parte fechada desde o aumento da violência em outubro do ano passado.

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