Um ataque realizado em conjunto entre os Estados Unidos e a Venezuela resultou na morte de Hector Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, líder da gangue Tren de Aragua. A operação, divulgada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, foi anunciada na última sexta-feira (12) e gerou repercussão nas redes sociais, onde Trump compartilhou um vídeo de dez segundos mostrando o momento da explosão em um edifício cercado pela vegetação.
No vídeo, uma nuvem de fumaça é levantada após a explosão, mas não é possível identificar claramente os envolvidos. Trump afirmou que a ação foi realizada sob suas ordens e em parceria com o governo venezuelano. A confirmação da morte de Guerrero veio rapidamente de Caracas, que também relatou confrontos com membros de estruturas do crime organizado durante a operação.
O governo americano já havia imposto sanções a Niño Guerrero e outros líderes do Tren de Aragua, acusando-os de envolvimento em atividades ilícitas, como tráfico de drogas, tráfico de pessoas e lavagem de dinheiro. Em 2025, o Departamento de Estado dos EUA classificou a organização como uma “organização terrorista estrangeira”, o que intensificou as ações contra seus membros.
A facção, também conhecida no Brasil pela sigla TDA, é apontada como responsável por uma série de crimes, incluindo sequestros, extorsões e contrabando. Guerrero havia escapado da prisão de Tocorón, na Venezuela, junto com outros líderes da gangue, pouco antes de uma operação policial em 2023. Essa fuga e a subsequente morte de Guerrero marcam um capítulo significativo na luta contra o crime organizado na região.




