A Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (PEM-ALMT) sediou, na última sexta-feira (3), uma reunião da Rede de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá. O evento, realizado no Auditório Milton Figueiredo, contou com a presença de representantes do sistema de Justiça, órgãos públicos e instituições parceiras, com o objetivo de alinhar estratégias e aperfeiçoar o atendimento às vítimas, além de fortalecer a atuação integrada no combate à violência contra a mulher.
assembleia: cenário e impactos
A subprocuradora especial da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, destacou que a iniciativa reafirma o compromisso da Assembleia em atuar de forma ativa na defesa dos direitos das mulheres. Ela enfatizou a importância da articulação entre os órgãos, que reduz o tempo de acesso das vítimas aos serviços públicos, agiliza encaminhamentos e torna mais eficiente o acolhimento das mulheres em situação de violência.
Francielle também mencionou que a PEM realiza, em média, cerca de 450 atendimentos por ano e que a Assembleia já contribuiu para a implantação de 48 subprocuradorias municipais, além de desenvolver iniciativas como a Rota do Respeito.
A juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, coordenadora da Rede de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá, explicou que as reuniões ocorrem a cada dois meses e reúnem representantes de aproximadamente 40 a 50 instituições. Esses encontros são fundamentais para revisar fluxos de atendimento, fortalecer campanhas preventivas e definir ações conjuntas voltadas à proteção das vítimas.
Durante a reunião, foram discutidos os planos para o mês de agosto, período em que as campanhas de conscientização são intensificadas em razão do aniversário da Lei Maria da Penha. A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra ressaltou que o enfrentamento à violência doméstica depende da integração entre os órgãos de proteção, segurança pública, sistema de Justiça, saúde, educação, assistência social e sociedade civil. Essa atuação conjunta é essencial para fortalecer a confiança das vítimas nas instituições e ampliar as possibilidades de romper o ciclo da violência antes que os casos evoluam para situações mais graves.
Claire defendeu ainda que o combate à violência contra a mulher deve incluir a educação, tanto no ambiente familiar quanto nas escolas, e o enfrentamento à misoginia. Para ela, a construção de uma sociedade mais igualitária exige a participação de toda a comunidade, incluindo instituições públicas, organizações sociais, igrejas, imprensa e cidadãos, para que as mulheres encontrem apoio e segurança para denunciar a violência e acessar seus direitos.



