Uma investigação criminal que envolvia o presidente da Argentina, Javier Milei, e sua irmã, Karina Milei, foi arquivada nesta sexta-feira (23), conforme registros judiciais. O juiz federal Marcelo Martínez de Giorgi tomou essa decisão após um pedido do promotor Eduardo Taiano, segundo informações do jornal argentino La Nación. A apuração investigava a possível participação de Milei na divulgação da criptomoeda $LIBRA, que enfrentou um colapso significativo após ser recomendada pelo presidente em uma publicação na rede social X. A recomendação provocou uma breve valorização do ativo, mas a postagem foi rapidamente apagada e Milei negou qualquer vínculo com a moeda digital, que viu seu preço despencar logo após. A investigação tinha como foco possíveis fraudes relacionadas ao lançamento da criptomoeda. Durante o colapso, Milei defendeu sua atuação, afirmando ter agido “de boa-fé” e acusou adversários políticos de tentarem tirar proveito da situação. O caso gerou grande repercussão na Argentina, especialmente considerando o papel de Milei como figura política proeminente. A decisão de arquivar a investigação foi recebida com alívio por seus apoiadores, que veem a medida como uma validação da inocência do presidente e de sua irmã. A criptomoeda $LIBRA, que foi promovida como uma alternativa inovadora no mercado financeiro, agora se torna um exemplo de como a volatilidade do setor pode impactar não apenas investidores, mas também figuras políticas que se associam a tais ativos. O desfecho da investigação levanta questões sobre a regulamentação das criptomoedas na Argentina e o futuro do mercado digital no país, que já enfrenta desafios econômicos significativos. Enquanto isso, a administração de Milei continua a ser observada de perto, com expectativas sobre como suas políticas econômicas e sua abordagem em relação às criptomoedas poderão moldar o cenário financeiro argentino nos próximos meses.



