As ruas de Buenos Aires estavam em silêncio na tarde desta quarta-feira (15), enquanto os torcedores se preparavam para assistir ao que muitos consideram “a partida que marcará uma geração”: Argentina contra Inglaterra, valendo uma vaga na final da Copa do Mundo da América do Norte. A expectativa é alta, especialmente considerando que a seleção sul-americana está invicta no torneio, buscando sua quarta estrela após uma trajetória marcada por vitórias emocionantes, incluindo duas viradas nos últimos três jogos.
As superstições, conhecidas como “cabalas”, são levadas a sério na Argentina, especialmente em um confronto histórico como este, que remete à guerra das Malvinas. Para muitos, este jogo é uma chance de reviver o famoso embate de 1986, quando Diego Maradona fez história com seu gol emblemático. A seleção, em busca de repetir os feitos do passado, pediu autorização à FIFA para usar seu uniforme alternativo azul escuro, que remete à vitória de 40 anos atrás.
A atmosfera em Buenos Aires é de total mobilização. Estabelecimentos comerciais baniram produtos que fazem referência à Inglaterra, como uma doceria que alterou o nome de suas sobremesas, transformando brownies em “marroncitos de frutos rojos” e cheesecakes em “pastel de queso”. Até lojas de brinquedos suspenderam a venda de produtos relacionados ao país rival, como um quebra-cabeça da ponte de Londres, que foi colocado sob custódia até o fim do jogo.
A Uber também se adaptou à situação, anunciando que não seria possível viajar para destinos que incluíssem referências inglesas durante o dia da partida. Essa mobilização em torno do jogo reflete a paixão e a intensidade que o futebol representa na cultura argentina, onde cada detalhe é considerado crucial para o sucesso da seleção. Os torcedores estão prontos para apoiar sua equipe, confiantes de que a vitória trará não apenas uma vaga na final, mas também um resgate da história e da identidade nacional.




