O Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciou uma investigação criminal contra E. Jean Carroll, a escritora que acusou o ex-presidente Donald Trump de tê-la estuprado na década de 1990. A investigação visa apurar se Carroll cometeu perjúrio em seus depoimentos relacionados a dois processos civis que ela venceu contra Trump, um deles relacionado às suas alegações de abuso sexual em uma loja de departamentos em Nova York e o outro por difamação em 2019.
A apuração, que está sendo conduzida pela Procuradoria Federal de Chicago, não garante que Carroll enfrentará acusações formais. Tanto o Departamento de Justiça quanto a advogada de Carroll, Robbie Kaplan, não se pronunciaram imediatamente sobre o assunto. Desde o ano passado, o departamento tem investigado adversários do ex-presidente, resultando em algumas acusações criminais.
A fonte que revelou a investigação à Reuters mencionou que a ação dos promotores se baseia em uma declaração de 2022 de Carroll, na qual ela afirmou não ter recebido financiamento externo para o processo. No entanto, seus advogados posteriormente informaram que Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, havia contribuído com parte das despesas jurídicas.
Em maio de 2023, um júri decidiu que Trump havia abusado sexualmente de Carroll e a difamou ao mentir, mas não a estuprou. Em janeiro de 2024, outro júri concluiu que Trump a difamou e o condenou a pagar US$ 83 milhões em indenização. Trump nega qualquer ato ilícito e continua em batalhas judiciais com Carroll.
O secretário de Justiça interino dos EUA, Todd Blanche, agiu rapidamente para atender às exigências do ex-presidente desde que assumiu o cargo, mas foi considerado impedido de atuar na investigação por ter sido um dos advogados pessoais de Trump nos recursos do caso Carroll.




