A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) firmou, na última quinta-feira (21), uma parceria técnica com o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) para a implementação do projeto “Ouro Sem Mercúrio”, que será desenvolvido na Baixada Cuiabana. A iniciativa, idealizada pelo deputado estadual Max Russi, presidente da ALMT, visa modernizar e tornar sustentável o setor mineral do estado, colocando Mato Grosso em evidência nacional no que diz respeito à mineração responsável.
O que é o projeto “Ouro Sem Mercúrio”?
O projeto “Ouro Sem Mercúrio” se destaca por sua proposta inovadora de eliminar o uso de mercúrio na extração de ouro, uma prática que tem gerado sérios problemas ambientais e de saúde pública. Considerada pioneira no Brasil e no mundo, essa iniciativa busca oferecer alternativas sustentáveis para a atividade garimpeira, promovendo uma mineração que respeite o meio ambiente e a saúde das comunidades locais.
Importância da parceria para a mineração em Mato Grosso
Durante a cerimônia de assinatura do memorando, Max Russi enfatizou que essa parceria representa um avanço significativo para o estado. “A assinatura deste memorando é mais um passo concreto que consolida Mato Grosso na vanguarda da mineração sustentável no Brasil. O projeto ‘Ouro Sem Mercúrio’ nasce da nossa convicção de que é possível conciliar o desenvolvimento econômico da Baixada Cuiabana com o respeito ao meio ambiente e à saúde das pessoas”, afirmou o deputado.
A vice-presidente do GT da Mineração, Taís Costa, também destacou a relevância da participação do Parlamento estadual na formulação de políticas que visam a sustentabilidade e a responsabilidade no setor mineral. “Estamos falando de um projeto que une sustentabilidade, desenvolvimento econômico e segurança. Mato Grosso ganha ao fortalecer uma mineração responsável e alinhada às novas exigências ambientais e de mercado”, declarou.
Rastreabilidade e valorização do ouro produzido
O diretor-executivo do IBGM, Ecio Barbosa de Moraes, explicou que o projeto inclui ações de rastreabilidade do ouro produzido em Mato Grosso, além de agregar valor ao minério por meio da cadeia joalheira. “O Brasil produz cerca de 100 toneladas de ouro por ano, e grande parte é exportada em estado bruto. O projeto busca fortalecer uma cadeia mais profissional, sustentável e com maior valor agregado para o ouro produzido no estado”, disse.
Além disso, a parceria prevê a criação de um polo joalheiro na região e a utilização de tecnologias inovadoras, como inteligência artificial, para otimizar a mineração em pequena e média escala. Essa abordagem não apenas melhora a eficiência do setor, mas também contribui para a formalização do mercado do ouro, aumentando a segurança e a transparência nas operações.
Repercussão e desdobramentos futuros
Para Roberto Cavalcanti, diretor regional do IBGM em Mato Grosso, a iniciativa representa um divisor de águas para o estado. “O projeto trabalha sustentabilidade, governança e certificação do ouro produzido no estado, fortalecendo o mercado formal e agregando valor ao minério mato-grossense”, concluiu. Com essa parceria, Mato Grosso se posiciona entre os líderes nacionais em projetos voltados à mineração sustentável, reforçando seu papel no desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental.
O projeto “Ouro Sem Mercúrio” não apenas busca transformar a mineração no estado, mas também pretende servir como um modelo a ser replicado em outras regiões do Brasil e do mundo. A expectativa é que as ações implementadas contribuam para a construção de um setor mineral mais responsável e consciente, que atenda às demandas atuais de sustentabilidade e inovação.
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