Na última sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, realizada no dia 13 de maio, foi apresentado o Projeto de Lei nº 586/2026, uma iniciativa do deputado estadual Alex Sandro (Republicano), que visa fortalecer a proteção das mulheres contra a violência econômica, patrimonial e digital. A proposta surge em um contexto onde práticas abusivas, muitas vezes invisíveis, afetam a vida de muitas mulheres, como o controle financeiro e a perseguição virtual.
assembleia: cenário e impactos
Contexto da proposta
A proposta estabelece diretrizes claras para a prevenção de formas de violência que incluem a retenção de bens, o controle abusivo da renda, a destruição de documentos pessoais e a limitação da autonomia financeira das mulheres. O deputado Alex Sandro ressaltou que a evolução das tecnologias tem ampliado a incidência de crimes virtuais, como o monitoramento clandestino e a exposição não autorizada de conteúdos íntimos, que afetam diretamente a segurança das mulheres.
A importância da conscientização
Um dos principais objetivos do projeto é aumentar a conscientização sobre essas formas de violência, que muitas vezes não são reconhecidas pela sociedade. “A violência não é só física. Quando você impõe à mulher a se submeter a uma condição econômica ou patrimonial, você está cometendo uma violência”, afirmou o parlamentar. Ele enfatizou a necessidade de um trabalho educativo que comece nas escolas e se estenda a espaços públicos e privados, promovendo uma cultura de respeito e proteção.
Medidas propostas
O projeto não apenas busca conscientizar, mas também propõe ações concretas. O estado poderá promover campanhas educativas, palestras e fóruns, além de distribuir materiais informativos que abordem a segurança digital feminina. Entre os objetivos estão o fortalecimento da autonomia econômica das mulheres e a prevenção de fraudes eletrônicas, bem como a divulgação de canais oficiais de denúncia.
Consequências para agressores
Um ponto crucial da proposta é a previsão de sanções para pessoas físicas ou jurídicas condenadas por violência doméstica, patrimonial, econômica ou digital contra mulheres. Essas entidades poderão sofrer restrições administrativas, como o impedimento de participar de programas institucionais ou firmar convênios com a administração estadual, o que demonstra um compromisso em combater a impunidade.
Próximos passos
O Projeto de Lei nº 586/2026 agora segue para análise nas comissões da Assembleia Legislativa, onde será discutido antes de ser votado em plenário. Essa etapa é fundamental para que a proposta seja aprimorada e receba o apoio necessário para sua aprovação.
A discussão sobre a proteção das mulheres em ambientes digitais e financeiros é mais relevante do que nunca, especialmente em um cenário onde a violência de gênero continua a ser um problema grave. O projeto de Alex Sandro representa um passo importante na luta por igualdade e segurança para todas as mulheres em Mato Grosso.
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