Post: Atlasintel sob suspeita de manipulação ao incluir áudio de Flávio Bolsonaro em pesquisa eleitoral

AtlasIntel é acusada de manipulação ao incluir áudio de Flávio Bolsonaro em pesquisa eleitoral.
Atlasintel sob suspeita de manipulação ao incluir áudio de Flávio Bolsonaro em pesquisa eleitoral

A AtlasIntel, instituto de pesquisa, está no centro de uma polêmica após incluir na sua pesquisa presidencial, divulgada nesta terça-feira (19), a reprodução de um áudio atribuído ao senador Flávio Bolsonaro, enviado ao banqueiro Daniel Vorcaro. O áudio foi apresentado aos entrevistados na fase final da pesquisa, após a conclusão do questionário, e acompanhado de uma ferramenta para medir, em tempo real, a reação do público ao conteúdo.

Os participantes foram orientados a avaliar o áudio enquanto o ouviam, arrastando um botão para a direita em caso de uma percepção positiva e para a esquerda em caso de uma percepção negativa. Essa metodologia gerou críticas de que o instituto estaria tentando manipular as respostas dos entrevistados.

Acusação de indução e ameaça de ação judicial

A equipe jurídica da pré-campanha de Flávio Bolsonaro está considerando entrar com uma representação contra a AtlasIntel, alegando que a inclusão do áudio configura uma tentativa ilegal de influenciar o eleitorado. O senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha, afirmou que a intenção é solicitar uma multa ao instituto por induzir negativamente os entrevistados durante a pesquisa. “Vamos entrar com uma ação pedindo multa ao instituto que está fazendo uma indução negativa da pesquisa, para que isso não se repita”, declarou Marinho.

Argumento da base aliada e questionamentos legais

Embora a AtlasIntel tenha afirmado que o objetivo da pesquisa era avaliar o impacto da notícia do Intercept nas intenções de voto, a reprodução do áudio pode ser questionada judicialmente. Críticos argumentam que o áudio serve como um indutor da resposta, buscando um viés de confirmação nas opiniões dos entrevistados. Além disso, a questão não incluiu a justificativa apresentada por Flávio para o financiamento do filme “Dark Horse”, nem sua explicação de que não houve contrapartida.

Defesa da AtlasIntel e metodologia da pesquisa

A AtlasIntel defende sua posição, afirmando que a reprodução do áudio ocorreu apenas após o término das perguntas sobre intenção de voto. Segundo o instituto, as perguntas sobre intenções de voto foram realizadas antes de qualquer menção ao caso Vorcaro, e o áudio foi apresentado apenas como último item do questionário. Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, comentou no X/Twitter: “O áudio é reproduzido depois da conclusão do questionário da pesquisa e, portanto, não tem nenhum impacto sobre os cenários eleitorais. A ideia é entender em tempo real o impacto do áudio sobre a percepção do eleitorado, com segmentação demográfica. AtlasIntel sempre mantém uma postura imparcial.”

Estrutura do questionário e detalhes da pesquisa

O questionário aplicado pela AtlasIntel continha 48 perguntas no total. Após as perguntas sobre as intenções de voto para presidente, os entrevistados foram questionados se tinham conhecimento sobre o áudio, se o ouviram e quais eram suas percepções. O áudio foi apresentado para avaliação como o último item do questionário, e os participantes puderam classificá-lo em três categorias: “terrível”, “neutro” e “excelente”. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-06939/2026, coletada entre 13 e 18 de maio, com 5 mil entrevistados e uma margem de erro de 1 ponto percentual.

Esse episódio levanta questões importantes sobre a ética nas pesquisas eleitorais e a influência que conteúdos sensíveis podem ter nas decisões dos eleitores. A situação deve ser acompanhada de perto, especialmente em um período eleitoral, onde a integridade das informações é crucial para a formação da opinião pública. Para mais atualizações sobre esse e outros temas relevantes, continue acompanhando o Clique Agora, onde nos comprometemos a trazer informações de qualidade e diversidade de assuntos.

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