A Hypera Farma anunciou que não prevê uma redução nos preços das canetas emagrecedoras no curto prazo, mesmo diante da entrada de novos concorrentes no mercado. Durante uma teleconferência realizada na última quarta-feira (28), o CEO da empresa, Breno Oliveira, destacou que a companhia está atenta aos preços praticados pelos novos competidores, mas acredita que sua posição no mercado permanece forte. Caso surjam mudanças significativas nos preços, a Hypera se compromete a manter sua competitividade.
O lançamento do Semavy, uma caneta injetável com semaglutida, ativo utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, impulsionou os resultados financeiros da Hypera no terceiro trimestre. A empresa registrou uma receita líquida de R$ 2,44 bilhões, um crescimento de 9,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, com um lucro líquido de R$ 527 milhões, 16,1% superior ao ano passado.
Oliveira também mencionou que há um potencial significativo para o crescimento das vendas do Semavy, especialmente com a ampliação do número de médicos de diversas especialidades que podem prescrever o medicamento. Atualmente, cerca de 30 mil profissionais já utilizam a caneta, predominantemente endocrinologistas e cardiologistas. O executivo ressaltou a importância do trabalho da indústria em evidenciar os benefícios do uso dos medicamentos, com a expectativa de que clínicos gerais, psiquiatras e ginecologistas também adotem a caneta em suas práticas.
As despesas de marketing da Hypera aumentaram 13,1% no trimestre, totalizando R$ 414,7 milhões, enquanto os gastos com vendas, que incluem a força comercial e logística, cresceram 15,2%, alcançando R$ 272,7 milhões. Esse investimento visa fortalecer a presença da marca no mercado e aumentar a conscientização sobre os produtos da empresa.
Além disso, o CEO comentou sobre o impacto positivo que o crescimento das canetas emagrecedoras teve nas vendas de medicamentos para tratar efeitos colaterais. O fitoterápico Tamarine, utilizado para prisão de ventre, teve um aumento de 15% nas vendas anuais, enquanto os remédios para náuseas, como o Dramin, também apresentaram crescimento.
Em 2027, a Hypera planeja lançar um novo tratamento hormonal para menopausa, que, por ser patenteado, deve trazer vantagens competitivas para a empresa. O diretor financeiro, Ramon Sanches, também abordou o recente fim da escala 6×1, indicando que a mudança terá um impacto mínimo sobre os custos de produção, afetando principalmente a mão de obra fabril.
A Hypera continua a se posicionar como um dos principais players no mercado de medicamentos, focando em inovação e expansão, enquanto mantém um olhar atento às dinâmicas de preços e concorrência.




