O empresário Odílio Balbinotti Filho voltou a destacar a importância da Ferrogrão, uma ferrovia planejada para o estado de Mato Grosso, como uma solução estratégica para o desenvolvimento econômico e a competitividade do agronegócio brasileiro. Durante suas declarações, Balbinotti enfatizou que a implementação da ferrovia é essencial para enfrentar as limitações logísticas que atualmente encarecem o transporte de produtos agrícolas.
Com o crescimento contínuo da produção agrícola em Mato Grosso, a necessidade de um sistema de transporte mais eficiente se torna cada vez mais evidente. Balbinotti argumenta que a Ferrogrão não apenas reduziria os custos logísticos, mas também contribuiria para um escoamento mais sustentável da produção. “Estamos falando de desenvolvimento de verdade. De comida mais barata na mesa, logística eficiente e ganho ambiental”, afirmou.
Ferrovia como alternativa econômica e sustentável
A proposta da Ferrogrão é vista como uma alternativa viável para aumentar a capacidade de transporte, especialmente de grãos. O modelo ferroviário é considerado mais eficiente em comparação ao rodoviário, apresentando menor consumo de combustível e reduzindo as emissões de poluentes. Balbinotti ressaltou que a ferrovia não apenas aumentaria a capacidade de escoamento, mas também diminuiria os custos logísticos, impactando diretamente o preço final dos produtos.
Além disso, a redução da circulação de caminhões em longas distâncias poderia contribuir para a diminuição de acidentes nas rodovias e para o menor desgaste da infraestrutura viária, um problema recorrente no estado.
Caminhoneiros e a mudança de modal
Um dos pontos que Balbinotti abordou foi a preocupação sobre o impacto da Ferrogrão no setor de transporte rodoviário. Ele defendeu que a mudança de modal não prejudicaria os caminhoneiros, pois o transporte ferroviário absorveria as longas distâncias, enquanto o rodoviário se concentraria em trajetos menores, que são mais rentáveis. “O caminhoneiro não perde com isso. Ele passa a atuar em percursos mais curtos, que são melhor remunerados”, afirmou.
Essa mudança, segundo ele, também teria um impacto indireto no custo de vida da população. Com o transporte mais barato, não apenas grãos, mas diversos produtos poderiam ter seus preços reduzidos dentro do estado. Atualmente, muitos produtos consumidos em Mato Grosso percorrem longas distâncias por rodovias, elevando os custos logísticos e, consequentemente, os preços ao consumidor.
Entraves políticos e judiciais
Balbinotti também mencionou os desafios enfrentados pelo projeto da Ferrogrão, atribuindo a paralisação a disputas políticas e à judicialização do tema. Ele criticou ações movidas por partidos políticos, como o PSOL, que levaram a discussão ao Supremo Tribunal Federal, retardando o avanço da obra. “Não dá mais para aceitar decisões que travam o crescimento de quem trabalha e produz”, disse.
Além disso, fez críticas ao papel do STF, afirmando que a corte, que deveria ser constitucional, está se envolvendo em questões que não são de sua competência. “Precisamos mudar isso. A solução passa por um senado comprometido com o equilíbrio entre os poderes, com senadores corajosos, por isso a eleição para o senado esse ano é tão importante”, completou.
Ferrogrão como projeto estratégico para o Brasil
A Ferrogrão é considerada uma das principais obras de infraestrutura planejadas para o Brasil, com potencial para integrar regiões produtoras aos portos do Norte, reduzindo distâncias e custos logísticos. Para os defensores do projeto, a ferrovia representa um passo importante para ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional e promover impactos econômicos internos significativos.
Balbinotti concluiu suas declarações reforçando a urgência da obra. “Mato Grosso precisa da Ferrogrão. E o Brasil também.”

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