O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração polêmica durante um comício do Partido Republicano na Carolina do Sul, na quarta-feira (21). Ele revelou que o CEO do Google, Sundar Pichai, rejeitou seu pedido para renomear o oceano Atlântico como “oceano Americano”. A declaração foi feita a poucos dias das eleições de meio de mandato e gerou repercussão nas redes sociais e na mídia internacional.
Trump, conhecido por suas declarações controversas, afirmou que ligou para Pichai para discutir a proposta. “Eu só gosto de dois oceanos: o oceano Atlântico e o oceano Pacífico. Não vou colocar Trump ou América no nome de nenhum outro oceano além desses dois. Então, analisamos seriamente o oceano Atlântico, e liguei para o Google Maps, que foi realmente ótimo com o lago [Ontário] e tudo mais. Eles ainda estão abalados por causa do golfo [do México]. Eu disse: ‘Sundar, estou pensando no oceano Atlântico’”, contou Trump durante o evento.
Esse episódio não é isolado na trajetória do presidente, que já havia solicitado mudanças em outros nomes geográficos. Em janeiro do ano passado, o Google anunciou a alteração do nome do golfo do México para “golfo da América”, em resposta a um decreto presidencial. Além disso, em agosto, Trump assinou um decreto que exigia que órgãos federais mudassem o nome do lago Ontário para “lago América”, em meio a tensões comerciais com o Canadá. Atualmente, tanto o golfo do México quanto o lago Ontário aparecem com os nomes sugeridos por Trump para usuários americanos do Google Maps. No entanto, para mexicanos e canadenses, os nomes originais permanecem. No Brasil, os usuários têm acesso a ambas as versões: a original e a adotada pelo presidente, entre parênteses.
Durante o comício, Trump ainda brincou: “Temos um lago e temos um golfo. Agora precisamos de um rio e de um oceano”. A declaração gerou risadas da plateia e reforçou a imagem de um presidente que não hesita em fazer pedidos inusitados, mesmo quando se trata de nomes de grandes corpos d’água.
A insistência de Trump em renomear locais geográficos levanta questões sobre a influência que um presidente pode ter sobre empresas privadas e a forma como isso é percebido pelo público. A reação ao pedido de renomeação do oceano Atlântico demonstra a polarização em torno da figura de Trump, que continua a ser um tema de debate acalorado nos Estados Unidos e no mundo.




