O furacão Isaías, que atingiu os Estados Unidos nas primeiras horas do último sábado (10), resultou na morte de quatro pessoas e deixou cerca de 670 mil moradores sem energia elétrica em estados como Flórida, Alabama, Geórgia e Mississippi. Segundo autoridades locais, duas das mortes foram causadas pela queda de árvores sobre residências, mas o governador da Flórida, Ron DeSantis, afirmou que não houve pedidos de busca e salvamento logo após o impacto do furacão, indicando que os danos poderiam ter sido limitados.
Apesar disso, o Centro Nacional de Furacões (NHC) alertou para condições perigosas, incluindo ondas altas, inundações repentinas e risco de tornados em várias regiões do sudeste dos Estados Unidos. A previsão era de que a ameaça de tornados persistisse em partes da Flórida, Geórgia e Carolinas durante o sábado.
Na Flórida, as autoridades priorizaram o restabelecimento da energia elétrica, enquanto rodovias, pontes e aeroportos eram reabertos. Cerca de 16 mil técnicos de concessionárias de energia estavam mobilizados para atender à situação. Até o meio-dia de sábado, aproximadamente 420 mil clientes na Flórida estavam sem energia, além de 190 mil no Alabama, 43 mil na Geórgia e 17 mil no Mississippi, conforme dados da empresa PowerOutage.us.
Outra tempestade, chamada Rachel, também avançava pelo oceano Pacífico em direção à costa da Baixa Califórnia, causando mais 7 mil cortes de energia na Califórnia. A agência de gestão de emergências do Alabama alertou sobre a perigosidade das viagens no condado de Houston, onde árvores e linhas de energia derrubadas estavam obstruindo as estradas, que foram fechadas até nova ordem.
O furacão Isaías, que é o primeiro da temporada de 2026 no Atlântico, atingiu a costa da Flórida como um furacão de categoria dois e deveria enfraquecer ao longo do dia, segundo o NHC. As autoridades continuam monitorando a situação e realizando avaliações dos danos para garantir a segurança da população.




