Post: Senado se prepara para votação do fim da escala 6×1 na quinta-feira (15)

Senado discute PEC para acabar com a escala 6x1. Votação pode ocorrer na quinta-feira (15) com apoio do governo Lula.
Senado se prepara para votação do fim da escala 6x1 na quinta-feira (15)

O Senado Federal se mobiliza para discutir a proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala 6×1, que atualmente estabelece que os trabalhadores têm apenas uma folga após seis dias de trabalho. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), confirmou que as sessões de discussão ocorrerão na próxima semana, com a votação prevista para quinta-feira (15). A PEC já está na pauta das sessões de terça (13) e quarta-feira (14), conforme o regimento do Senado, que exige cinco sessões plenárias antes da votação em primeiro turno. Alcolumbre enfatizou que a proposta será colocada em votação, conforme prometido. Recentemente, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que foi eleito governador de Minas Gerais, divulgou um vídeo ao lado de Alcolumbre, no qual o presidente do Senado reafirma seu compromisso com a votação da PEC na próxima semana. Apesar de apoiar o candidato Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno, Cleitinho tem defendido a aprovação do fim da escala 6×1. O presidente do Senado não descartou a possibilidade de que a votação da PEC seja concluída antes do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. Para que isso ocorra, são necessárias três sessões de discussão antes da votação em segundo turno, além de um intervalo de cinco dias úteis entre elas. Isso poderia levar a votação para a última semana de outubro. Entretanto, há a possibilidade de acelerar esse calendário através da chamada quebra de interstício. Alcolumbre afirmou que, se um pedido desse tipo for apresentado, ele o colocará em votação. A base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado tem trabalhado para garantir a votação dos dois turnos no mesmo dia. A líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE), não revelou quantos líderes partidários já concordaram com essa aceleração, mas expressou confiança em que conseguirá o número mínimo necessário de assinaturas. Para que a votação ocorra no mesmo dia, o governo precisa de assinaturas de 54 senadores ou de líderes que representem esse número de parlamentares em suas bancadas. A proposta de redução da jornada semanal máxima de 44 horas para 40 horas é uma bandeira do governo Lula, considerada um ativo eleitoral, especialmente após o primeiro turno das eleições, onde Lula ficou atrás de Flávio Bolsonaro. O PL, partido de Bolsonaro, ainda não se posicionou oficialmente sobre a proposta, mas senadores do partido indicaram que a oposição não deverá obstruir a votação. As sessões de discussão da PEC exigiam um quórum baixo, de apenas cinco senadores, mas a participação tem sido expressiva, com mais de 50 senadores presentes. Até o momento, Flávio Bolsonaro não participou de nenhuma das discussões sobre a proposta.

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