Uma pesquisa realizada pela Quaest em parceria com a Pax, especializada em inteligência artificial para segurança pública, revela que 86% dos brasileiros são favoráveis ao uso de inteligência artificial no combate à violência. Este tema é considerado o principal problema do país por uma significativa parcela da população, refletindo a crescente preocupação com a segurança pública. A pesquisa, divulgada nesta sexta-feira (18), destaca que 93% dos entrevistados veem câmeras integradas à inteligência artificial como uma solução eficaz para a criminalidade.
A violência é apontada como a maior preocupação por 28% dos entrevistados, seguida pela corrupção, com 22%, e pela economia, com 19%. A saúde é citada por 15% dos participantes como um problema premente. O reconhecimento facial em locais de grande circulação, como estádios e centros comerciais, recebeu 91% de aprovação popular, evidenciando a aceitação da tecnologia como aliada na segurança.
A coleta de dados foi realizada entre os dias 12 e 15 de setembro, com 2.004 entrevistas face a face com brasileiros a partir de 16 anos. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com uma taxa de confiança de 95%. A pesquisa também revela que a adesão à tecnologia no combate ao crime é acompanhada de exigências. Entre os poucos que se opõem ao uso de ferramentas de IA, os principais motivos incluem o risco de erro na identificação de pessoas (16%) e preocupações com a privacidade (12%).
Os dados mostram que o apoio à tecnologia não se limita a uma visão geral de inovação. Há uma forte aprovação para aplicações específicas, como o uso de câmeras com IA para localizar pessoas desaparecidas, com 97% de aprovação. A identificação de veículos roubados e a localização de foragidos da Justiça também são bem vistas, com 96% de apoio. Além disso, 90% dos entrevistados acreditam que o uso de inteligência artificial pode ajudar a proteger as fronteiras e a combater facções criminosas.
A pesquisa também aponta que 70% dos brasileiros percebem um aumento significativo da violência nos últimos dois anos. Para 73%, esse aumento é atribuído ao crescimento do número de crimes e à sua violência. A percepção de que a punição para criminosos tem sido menor nos últimos anos é compartilhada por 67% dos entrevistados, enquanto 22% acreditam que a punição aumentou.
Guilherme Russo, diretor de Inteligência em Opinião da Quaest, destaca que a pesquisa reflete a preocupação dos brasileiros com a segurança pública e a busca por soluções tecnológicas. David Peixoto, cofundador da Pax, complementa que a tecnologia pode potencializar a ação policial, tornando-a mais rápida e eficaz. A plataforma da Pax integra dados em tempo real, como imagens de câmeras e boletins de ocorrência, para auxiliar as forças policiais na identificação de padrões e na resolução de crimes.
Além disso, 92% dos entrevistados acreditam que penas mais rigorosas para criminosos são uma forma eficaz de melhorar a segurança pública. A pesquisa sugere que a combinação de tecnologia, educação e políticas de segurança mais rígidas pode ser a chave para enfrentar os desafios da criminalidade no Brasil. Com 58% a favor da restrição de acesso a armas de fogo, a população parece apoiar uma abordagem mais rigorosa no combate ao crime, refletindo uma demanda por segurança e inovação no enfrentamento da violência.




