Uma mulher de 36 anos foi conduzida à delegacia nesta quarta-feira (16) em Primavera do Leste, após uma investigação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) revelar que seus três filhos, com idades de 12, 15 e 17 anos, estavam fora da escola. O caso está sendo apurado por possível abandono intelectual, uma situação que levanta preocupações sobre o direito à educação das crianças envolvidas.
A situação começou quando a 2ª Promotoria de Justiça Cível de Primavera do Leste recebeu denúncias sobre a falta de frequência escolar de um dos adolescentes. De acordo com o MPMT, diversas tentativas de acompanhamento por parte de órgãos da rede de proteção foram realizadas, mas não obtiveram sucesso. Relatórios indicaram que o adolescente de 15 anos apresentava um número elevado de faltas e que a mãe não colaborava com as ações de acompanhamento.
Diante desse cenário, a Justiça determinou o acolhimento institucional do adolescente e expediu um mandado de busca e apreensão para garantir a execução da medida protetiva. Essa decisão foi tomada com base na avaliação de que os direitos do adolescente estavam em risco, sendo necessária a intervenção para assegurar sua proteção e acesso a direitos fundamentais, incluindo a educação.
O cumprimento da ordem judicial envolveu a colaboração de integrantes da rede de proteção, agentes da Infância e Juventude, Conselho Tutelar e apoio da Polícia Militar. No entanto, o adolescente em questão não foi localizado durante as diligências. Durante a operação, as autoridades também descobriram que os outros dois filhos da mulher estavam fora da escola, com um deles, de 12 anos, não frequentando as aulas desde 2025.
Em uma nova diligência, a mãe foi questionada sobre o paradeiro dos filhos, mas, segundo o Ministério Público, ela se recusou a fornecer as informações solicitadas. Essa recusa, somada à ausência de matrícula e frequência escolar dos três filhos, levou à condução da mulher à autoridade policial para as devidas providências e investigação de possível abandono intelectual.
Os nomes da mãe e dos adolescentes não foram divulgados para preservar a identidade dos menores. O MPMT enfatizou que a atuação teve como objetivo garantir o direito fundamental à educação e a proteção integral das crianças e adolescentes, ressaltando a importância de intervenções adequadas em situações de vulnerabilidade.




