O Banco do Brasil se manifestou à Justiça, negando que tenha realizado o débito de R$ 422 milhões da conta da Casas Bahia, acusando a varejista de litigância de má-fé. A declaração ocorreu após a empresa utilizar o suposto débito para fundamentar um pedido de urgência visando proteger seus recursos durante o processo de recuperação judicial, que ainda não foi aceito pela Justiça.
A litigância de má-fé, conforme a legislação, se caracteriza quando uma das partes apresenta informações falsas ou solicita algo que contraria um fato já estabelecido. O Banco do Brasil, em sua defesa, afirmou que, entre os dias 21 e 24 de agosto de 2026, não houve qualquer débito ou tentativa de débito relacionado às fianças que garantem contratos com fornecedores como Apple e Mapfre Seguros.
Em sua manifestação, o banco destacou que os eventos narrados pelas recuperandas não condizem com a realidade. “O sequencial de eventos descrito no extrato demonstra que não houve qualquer débito”, afirmou a instituição financeira. Apesar de procurado, o Banco do Brasil optou por não comentar mais sobre o caso. A reportagem também tentou contato com a Casas Bahia, mas não obteve resposta até o momento da publicação.
A varejista, por sua vez, argumentou que o Banco do Brasil atuou como fiador nas garantias contratadas com seus fornecedores e que, após a solicitação de recuperação judicial, esses fornecedores acionaram as garantias. Segundo a petição da empresa, o banco teria honrado os pagamentos e, em seguida, debitado o valor correspondente das contas da Casas Bahia, utilizando essa ação para satisfazer um crédito que estaria sob as regras do processo de recuperação judicial.
Na petição, a Casas Bahia incluiu uma captura de tela que mostra débitos de R$ 422 milhões na aba de “lançamentos futuros”, datados do dia 21 de agosto. Em contrapartida, o Banco do Brasil apresentou capturas de tela do extrato da conta do grupo, respeitando as condições de sigilo bancário, e afirmou que houve uma tentativa de débito na terça-feira, dia 25 de agosto.




