Em uma demonstração de hostilidade, o Irã espalhou outdoors em Teerã que mostram o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deitado em um caixão aberto. Os painéis, que foram instalados em locais estratégicos da cidade, trazem slogans em inglês e persa, incluindo a provocativa frase “Nós matamos Trump”, gerando repercussão internacional. Essa ação ocorre em meio a um clima de tensão crescente entre os dois países, especialmente após a morte do ex-líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em um ataque conjunto dos EUA e Israel.
A exibição dos outdoors se intensificou após uma declaração do novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, que prometeu vingar a morte de seu predecessor. Khamenei afirmou que a vingança será buscada independentemente do futuro do Irã, o que indica um possível aumento nas hostilidades entre o regime iraniano e os Estados Unidos. Em resposta, Trump declarou que ordenou que as Forças Armadas americanas estivessem preparadas para retaliar caso o regime iraniano tentasse assassiná-lo.
Além dos outdoors, outras faixas anti-Trump foram vistas em Teerã, incluindo uma que questiona “Quem será o próximo?”, em referência à recente morte do senador republicano Lindsey Graham. A imagem retrata Trump em situações comprometedoras, como se afogando ao lado do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth.
As tensões entre o Irã e os EUA têm aumentado desde que um acordo de cessar-fogo entrou em colapso, elevando o risco de um conflito armado. Manifestações pedindo a morte de Trump tornaram-se comuns, especialmente durante as cerimônias fúnebres de Ali Khamenei, onde multidões carregavam faixas com mensagens de ódio ao ex-presidente americano. O clima de animosidade é alimentado por relatos de que Israel compartilhou informações de inteligência com os EUA sobre planos do Irã para assassinar Trump.
Essa escalada de retórica e ações agressivas levanta preocupações sobre um possível retorno à guerra total na região, à medida que ambos os lados testam os limites da provocação. O futuro das relações entre os EUA e o Irã permanece incerto, com a possibilidade de mais confrontos à medida que as ameaças se intensificam.




