Post: Escassez de terrenos ameaça crescimento da Zona Franca de Manaus e novas indústrias

A falta de terrenos na Zona Franca de Manaus compromete a instalação de novas fábricas e o crescimento do polo industrial.
Escassez de terrenos ameaça crescimento da Zona Franca de Manaus e novas indústrias

A Zona Franca de Manaus enfrenta um desafio significativo: a falta de terrenos industriais disponíveis para a instalação de novas fábricas. Este problema, que vinha sendo discutido em reuniões discretas, agora se tornou uma prioridade para o Conselho de Administração da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). A escassez de áreas pode comprometer o crescimento do polo industrial, que é vital para a economia local e regional.

A questão se agrava após a recente reforma tributária, que garantiu a manutenção de benefícios fiscais para a Zona Franca até 2073. Esses incentivos, que incluem a redução ou isenção de impostos federais e estaduais, são fundamentais para atrair novas indústrias. Em contrapartida, as empresas precisam comprovar a instalação de unidades fabris em Manaus, gerar empregos e atender a requisitos mínimos de produção estabelecidos pelo governo.

Esses incentivos visam compensar as dificuldades logísticas da região e promover o desenvolvimento econômico da Amazônia. Contudo, a falta de terrenos regularizados está criando um gargalo que pode inviabilizar novos investimentos. Recentemente, a Justiça do Distrito Federal extinguiu uma ação civil pública movida pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que buscava suspender os benefícios fiscais da Zona Franca.

Atualmente, cerca de 600 indústrias operam na região, empregando aproximadamente 131 mil trabalhadores. No entanto, a expansão desses números está ameaçada pela limitação de espaço físico. O problema é mais evidente nos chamados “distritos industriais”, que já possuem a infraestrutura necessária para receber novas fábricas.

Durante uma reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente da Eletros (Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), Jorge Nascimento Júnior, destacou que a falta de terrenos está impactando diretamente os investimentos. “Empresas estão deixando de se instalar em Manaus por este motivo. Já prevíamos essa situação”, afirmou Nascimento Júnior, conforme registrado na ata da reunião.

Ele enfatizou a necessidade urgente de ampliar as áreas disponíveis na cidade para projetos industriais, alertando que todo o esforço em garantir segurança jurídica pode ser prejudicado pela falta de espaço físico. Para a Suframa, parte do problema reside na atual forma de distribuição de terrenos, considerada lenta. A oferta de áreas depende de licitações, o que tem dificultado a agilidade necessária para atender a demanda crescente.

Diante desse cenário, é fundamental que as autoridades locais e federais busquem soluções para a escassez de terrenos na Zona Franca de Manaus. O futuro do polo industrial e a capacidade de atrair novos investimentos dependem da capacidade de resposta a essa questão crítica, que pode determinar o sucesso ou o fracasso de iniciativas econômicas na região.

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