A remada viking da torcida da Noruega se tornou um dos maiores virais da Copa do Mundo de 2026. Após a emocionante vitória por 3 a 2 contra o Senegal, os jogadores nórdicos não apenas celebraram, mas também se uniram à torcida em uma coreografia que rapidamente ganhou destaque nas redes sociais. O capitão da equipe, Martin Ødegaard, foi o responsável por dar o ritmo ao tambor, enquanto a torcida entoava gritos de “ro”, que significa remar em norueguês.
Mas de onde veio essa coreografia que agora é um símbolo de união e celebração? Segundo o jornal norueguês Aftenposten, a ideia foi criada por Ole Froystad, membro da torcida organizada Oljeberget, ainda neste ano. A performance remete aos antigos vikings, que dominaram os mares do norte da Europa entre os séculos 8 e 11. A analogia é clara: um navio só avança quando todos remam juntos, simbolizando o esforço coletivo da equipe e da torcida.
A remada viking não é apenas uma expressão de apoio, mas também cria um clima de batalha durante os jogos. O primeiro teste da coreografia aconteceu em março, durante um amistoso contra a Suíça, que terminou em empate. Desde então, a performance foi aprimorada e ganhou notoriedade, especialmente após a vitória sobre o Senegal.
Embora a remada viking lembre o famoso “viking clap” da Islândia, que viralizou na Eurocopa de 2016, Froystad enfatiza que a inspiração veio do canto da torcida do Rosenborg, um dos principais clubes da Noruega. A intenção era criar algo único, que representasse a identidade norueguesa e a paixão pelo futebol.
A coreografia rapidamente se espalhou, ultrapassando as arquibancadas. Ao chegarem aos Estados Unidos, os torcedores noruegueses começaram a performá-la em locais icônicos, como escadas rolantes e na Times Square, ampliando ainda mais seu alcance viral. O fenômeno foi tão significativo que, na última quinta-feira (18), até mesmo o parlamento norueguês, o Storting, participou da coreografia durante uma sessão, demonstrando o impacto cultural que a remada viking teve no país.
A remada viking, portanto, não é apenas uma dança; é um símbolo de união, força e identidade nacional, que ressoa profundamente com a história e a cultura norueguesa. À medida que a Copa do Mundo avança, a expectativa é que essa performance continue a encantar e unir torcedores, mostrando que, assim como os vikings, a Noruega está pronta para remar junta em busca da vitória.




