O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (21) que está disposto a atacar o Irã novamente se o país continuar a promover uma “guerra por procuração” no sul do Líbano. Em uma postagem no Truth Social, Trump afirmou que o Irã deve “parar imediatamente seus aliados bem pagos no Líbano de causar problemas”. Caso contrário, ele prometeu uma resposta ainda mais forte do que a que ocorreu na semana anterior.
Essa declaração surge em um contexto delicado, com o vice-presidente J. D. Vance em viagem à Suíça para discutir um acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. Os dois países haviam assinado um acordo na quarta-feira (17), que estabelece um período de 60 dias para negociações visando encerrar a guerra. Um dos pontos críticos do acordo é a situação no Líbano, onde Israel e o Hezbollah, grupo extremista apoiado por Teerã, continuam a se enfrentar.
No último sábado (20), Israel realizou bombardeios no sul do Líbano, mesmo com um cessar-fogo em vigor desde a sexta-feira (19). Em resposta, o Irã anunciou o fechamento do estreito de Hormuz, uma rota vital para o comércio global de petróleo. A escalada dos conflitos resultou na morte de pelo menos 30 pessoas no leste e sul do Líbano, mas a calma foi restabelecida ao final do dia, quando o Exército israelense recebeu ordens para interromper os confrontos com o Hezbollah.
Vance chegou à Suíça neste domingo para as negociações com o Irã. Em declarações à imprensa, ele expressou esperança de que haja progresso nas discussões sobre o tema nuclear e o cessar-fogo no Líbano. Ao chegar, Vance reiterou o compromisso de Trump com um cessar-fogo abrangente na região, embora tenha minimizado os ataques israelenses ao sul do Líbano, descrevendo acordos de cessar-fogo como frequentemente “confusos”. Ele também mencionou que o Irã tem sido uma fonte de instabilidade na área.
Apesar das tentativas de Vance de suavizar a situação, a declaração de Trump pode intensificar as tensões entre os Estados Unidos e o Irã, complicando ainda mais as tratativas em curso. A mensagem de Trump, que contrasta com a postura mais conciliatória de Vance, reflete a complexidade das relações entre os dois países e a fragilidade do acordo de cessar-fogo, que já enfrenta desafios significativos.




