Promotores federais formalizaram nesta terça-feira (16) acusações contra 15 indivíduos, relacionados a atos de protesto em Minneapolis, que visavam impedir a atuação de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Os réus enfrentam acusações de conspiração, agressão e destruição de patrimônio público, entre outros crimes. Daniel Rosen, principal promotor de Minnesota, destacou que os acusados pertencem a dois grupos locais associados ao Antifa, uma organização conhecida por seu ativismo contra a extrema direita e o racismo.
Dentre os acusados, doze foram detidos nesta terça-feira, enquanto um já se encontrava sob custódia e dois permanecem foragidos. As acusações incluem conspiração para ferir agentes federais e incitação à violência. Rosen enfatizou que as prisões refletem um esforço federal para combater comportamentos que, segundo ele, ameaçam a segurança pública e a execução da lei.
A denúncia, que possui 94 páginas, surge em um contexto delicado para os promotores, que têm enfrentado desafios em manter processos contra manifestantes desde o início da repressão imigratória promovida pelo governo Trump no estado. Advogados locais apontam que cerca de metade dos 36 casos semelhantes em Minnesota foram arquivados devido à falta de evidências suficientes.
Durante uma coletiva de imprensa, Rosen foi questionado sobre as dificuldades enfrentadas em casos anteriores, mas se limitou a defender a nova denúncia, prometendo que as evidências seriam apresentadas ao longo do processo. O governo Trump tem priorizado, por meio de decretos, a abertura de processos contra aqueles associados ao Antifa, especialmente aqueles que se opõem à sua política de imigração.
Do lado de fora do tribunal, um grupo de manifestantes se reuniu para protestar contra as acusações, gritando palavras de ordem e expressando sua indignação. A situação reflete a crescente tensão entre as autoridades e os ativistas que se opõem à repressão imigratória e à atuação do ICE, que tem sido alvo de críticas por suas práticas controversas e por impactar comunidades vulneráveis.




