A participação antecipada neste ciclo eleitoral dos Estados Unidos atingiu um novo marco, com mais de 49 milhões de americanos já tendo votado, seja pessoalmente ou pelo correio. Os dados são do Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida e representam um aumento significativo em relação aos quase 46 milhões registrados nas eleições de meio de mandato de 2022. Com a votação programada para a próxima terça-feira (3), a expectativa é alta em torno do que essa mobilização pode significar para o futuro do Congresso.
Uma vitória dos democratas em uma ou ambas as casas do Congresso poderia resultar em investigações sobre o governo de Donald Trump, que atualmente conta com maiorias republicanas na Câmara e no Senado. Nos últimos meses, Trump intensificou sua campanha em diversos estados, embora não tenha compromissos de viagem programados para este sábado (31), quando o país celebra uma combinação de tradições, incluindo Halloween e futebol americano universitário. No entanto, o ex-presidente retornará à campanha no domingo, com eventos agendados no Kansas e em Iowa.
Enquanto isso, o governo Trump intensificou sua atuação jurídica em meio a disputas eleitorais, especialmente no Alasca. O Departamento de Justiça acelerou uma investigação criminal após relatos de que assessores de um candidato democrata ao Senado teriam recrutado um professor aposentado de uma pequena vila de pescadores para que ele fosse incluído na cédula eleitoral, por ter o mesmo nome do atual senador republicano, Dan S. Sullivan. Essa situação gerou preocupações sobre a integridade do processo eleitoral.
O Departamento de Justiça, em resposta a uma ação civil que Trump alegou ter instigado, apresentou novas moções para tentar impedir que o estado do Alasca certifique os resultados da disputa pelo Senado, caso Sullivan perca em uma eleição acirrada que inclui o candidato sem filiação partidária, Daniel J. Sullivan Jr. Essa disputa é vista como crucial para os democratas, que esperam conquistar o controle do Senado na votação de terça-feira.
Michael Heyman, principal promotor do Departamento de Justiça no Alasca, mencionou em uma coletiva de imprensa que uma reportagem recente do The New York Times sobre a suposta campanha de recrutamento resultou em um “aumento repentino” nos recursos do FBI. Ele designou vários promotores para o caso, enfatizando que as investigações estão ocorrendo de forma “intensa e rápida”. A reportagem do jornal destacou que assessores da candidata democrata ao Senado, Mary Peltola, teriam recrutado Daniel J. Sullivan Jr. para concorrer, o que Heyman classificou como um “candidato fictício”, sem revelar quais crimes poderiam ter sido cometidos.
Com a contagem regressiva para as eleições, o cenário político nos Estados Unidos se intensifica, com a participação antecipada superando expectativas e as disputas eleitorais se tornando cada vez mais acirradas. O que acontecer nas urnas poderá moldar não apenas o futuro do Congresso, mas também o rumo da política americana nos próximos anos.


