O mercado do futebol feminino no Brasil vive um momento de crescimento expressivo. De acordo com um levantamento divulgado pela Fifa, as vendas de jogadoras aumentaram 19% em comparação ao mesmo período do ano passado, totalizando 1.406 transferências. Embora ainda distante dos números do futebol masculino, esse crescimento é significativo e demonstra a evolução do esporte feminino. O valor total das transferências também teve um aumento considerável, passando de US$ 12,3 milhões para US$ 28,6 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 146 milhões. Este aumento é impulsionado por atletas como a brasileira Kerolin, que foi negociada pelo Manchester City para o Barcelona por cerca de US$ 1,7 milhão (R$ 8,7 milhões). Com a próxima Copa do Mundo se aproximando, que será realizada no Brasil, o cenário de transferências revela que, embora o país tenha enviado apenas 20 jogadoras para o exterior, a entrada de recursos foi significativa. O Brasil ficou em 11º lugar em termos de receita, com US$ 748 mil (R$ 3,8 milhões) recebidos, um recorde histórico para o país. Em anos anteriores, os valores eram bem inferiores: em 2024, foram US$ 242 mil (R$ 1,2 milhão) e em 2025, US$ 224 mil (R$ 1,1 milhão). Em contrapartida, o investimento do futebol feminino brasileiro em atletas que atuam fora do país foi modesto, totalizando apenas US$ 39,9 mil (R$ 204,6 mil). A liderança em negociações de jogadoras ainda pertence à Europa, com a Inglaterra se destacando em número de transferências, seguida por EUA, Itália, Alemanha e Espanha. A Suécia também se destacou, arrecadando US$ 4,19 milhões com a venda de 30 jogadoras. Fora da Europa, os Estados Unidos foram o país que mais arrecadou, com US$ 1,32 milhão, enquanto a Colômbia ficou em segundo lugar na América do Sul, com US$ 20,4 mil. Esse cenário aponta para um futuro promissor para o futebol feminino, que continua a ganhar espaço e reconhecimento no mercado esportivo mundial. Com a Copa do Mundo se aproximando, as atenções estão voltadas para o desenvolvimento e a valorização das jogadoras, que têm mostrado um desempenho cada vez mais competitivo e atraente para clubes ao redor do mundo.




