Post: Promotoria afirma que danos no espelho d’água do Memorial Lincoln foram causados por obra malfeita

trump - Promotoria afirma que danos no espelho d'água do Memorial Lincoln foram causados por obra malfeita, não por vandalismo.
Promotoria afirma que danos no espelho d'água do Memorial Lincoln foram causados por obra malfeita

Promotores federais dos Estados Unidos alegaram que a reforma do espelho d’água do Memorial Lincoln, realizada por empreiteiros contratados durante a administração de Donald Trump, foi mal executada, resultando em danos significativos no revestimento azul da piscina. A acusação contrasta com a alegação do Departamento do Interior, que havia atribuído os problemas a atos de vandalismo. O espelho d’água, um marco histórico construído na década de 1920, passou por uma reforma custeada por um contrato de US$ 14,7 milhões, mas logo após a conclusão, o revestimento começou a descascar.

A procuradora federal Jeanine Pirro, que inicialmente havia apoiado as acusações de vandalismo contra David Hearn, um ex-canoísta olímpico, agora pediu a retirada das acusações, afirmando que os danos eram resultado de uma instalação inadequada e não de ações criminosas. Em julho, Pirro havia anunciado a acusação de Hearn, alegando ter provas substanciais de que ele havia danificado o revestimento da piscina. Contudo, após uma investigação mais aprofundada, ela reconheceu que os danos ocorreram logo após a reforma e que o Departamento do Interior havia ocultado informações relevantes dos promotores.

O revestimento azul começou a descascar apenas dois dias após a conclusão do projeto, e a procuradora destacou que a informação de que quase todos os danos eram causados por vândalos era enganosa. Após visitar o local, os promotores notaram que os danos estavam presentes em várias áreas, não apenas nas proximidades onde Hearn teria estado.

A moção de Pirro representa uma mudança significativa na narrativa sobre a reforma do espelho d’água, que o governo Trump havia promovido como um sucesso. A porta-voz do Departamento do Interior, Katie Martin, havia defendido anteriormente que Trump, um construtor experiente, havia garantido a qualidade do trabalho. No entanto, Pirro responsabilizou tanto a empreiteira, Atlantic Industrial Coatings, quanto a administração Trump pela pressa em concluir o projeto antes das celebrações do Dia da Independência, o que comprometeu a qualidade da obra.

O espelho d’água foi esvaziado e cercado para que os danos possam ser inspecionados e reparados. O Departamento do Interior informou que a piscina permanecerá fechada até 10 de agosto. Hearn, que se declarou inocente, era o único acusado de crime grave relacionado ao caso, enquanto outras seis pessoas enfrentam acusações de vandalismo. A Casa Branca não se manifestou sobre as novas alegações.

A situação levanta questionamentos sobre a gestão de contratos públicos e a responsabilidade do governo em assegurar a qualidade das obras realizadas em monumentos históricos. O caso continua a ser monitorado, com a expectativa de que mais informações venham à tona nas próximas semanas.

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