O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua indignação após o Senado aprovar uma resolução que visa restringir seus poderes de guerra no Irã. A votação, ocorrida na terça-feira (23), recebeu 50 votos a favor e 48 contra, com apoio quase unânime dos senadores democratas e de quatro republicanos. Apenas um senador do partido opositor se opôs à medida, enquanto dois republicanos não participaram da votação.
Trump, em sua rede social Truth Social, afirmou que a votação ocorreu em um “momento inadequado” e que a resolução é “sem significado”. Ele argumentou que a aprovação da medida dificulta suas negociações para um acordo de paz com o regime iraniano, afirmando que tem o Irã “encurralado” e pronto para um colapso. “Esses senadores acabaram de tornar meu trabalho mais difícil, mas eu vou concluir isso, de uma forma ou de outra”, acrescentou o presidente.
A resolução, embora simbólica, reflete um descontentamento crescente entre os parlamentares, inclusive dentro do próprio partido de Trump, em relação à condução da guerra, que se tornou impopular entre a população. A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Representantes no início do mês. Embora a resolução não exija a assinatura do presidente para entrar em vigor, ela não se torna uma lei vinculativa. O governo de Trump argumenta que a medida é inconstitucional, afirmando que o Congresso não pode restringir sua autoridade como comandante das Forças Armadas. Especialistas permanecem divididos sobre o impacto jurídico da resolução, que, apesar de ser uma demonstração formal da posição do Congresso, pode não ter a capacidade de obrigar o governo a alterar sua postura militar.
Atualmente, o acordo de paz entre Washington e Teerã suspendeu os ataques entre as partes, mas a situação no Oriente Médio continua tensa. A resolução exige a retirada das forças dos EUA das hostilidades envolvendo o Irã, mas o governo insiste que a proposta não possui caráter vinculante e não afetará suas operações militares.




