Post: Caemmun transforma eficiência e reduz ociosidade sem novos investimentos em máquinas

eficiência - Caemmun aumenta produtividade e reduz ociosidade em sua produção de móveis sem novos investimentos em máquinas.
Caemmun transforma eficiência e reduz ociosidade sem novos investimentos em máquinas

A fabricante de móveis residenciais Caemmun, localizada em Arapongas, no Paraná, conseguiu um aumento significativo na produtividade ao otimizar seus processos produtivos. A empresa, que já é um dos maiores polos moveleiros do estado, implementou metodologias de manufatura enxuta que resultaram em um crescimento de 27% na produtividade do setor de furação, além de uma redução de 41% no tempo de máquina parada durante a troca de lotes, tudo isso sem a necessidade de novos investimentos em equipamentos.

O ponto crítico da produção estava nas furadeiras industriais, que realizam múltiplos furos simultaneamente. Essas máquinas, essenciais para a precisão na montagem dos móveis, exigiam paradas frequentes para ajustes, o que impactava diretamente na eficiência operacional. Fernando Conceição, gerente de engenharia de produtos da Caemmun, explica que o foco do projeto foi medir a capacidade do maquinário em vez do volume de produção, uma vez que a produção diária varia conforme o tamanho dos lotes.

“O sucesso do projeto é medido pelo tempo que economizamos em relação ao que antes era perdido durante a preparação. Com essa economia, conseguimos furar mais peças e entregar mais produtos”, destaca Conceição. Para facilitar as trocas de lotes, a empresa implementou um ‘mapa de regulagem’, um guia ilustrativo que orienta os operadores sobre a quantidade, tamanho e posição das ferramentas necessárias para cada peça, permitindo que a preparação ocorra antes da parada da máquina.

Essa nova dinâmica no chão de fábrica, que envolve a divisão de tarefas entre operadores e auxiliares, foi crucial para o sucesso da iniciativa. A metodologia de Troca Rápida de Ferramentas (TRF) otimiza a rotina dos trabalhadores, permitindo que um auxiliar se antecipe na preparação das ferramentas enquanto a máquina ainda está em operação. “Essa colaboração entre o operador e o auxiliar não significa que o funcionário trabalha menos, mas que o processo se torna mais ágil”, afirma Conceição.

Com os resultados positivos obtidos na linha de furação, a Caemmun decidiu estender a metodologia a outras áreas da produção, visando eliminar a ociosidade e aumentar a eficiência operacional em toda a fábrica. Além dos ganhos financeiros, a otimização também trouxe benefícios em termos de segurança e sustentabilidade, reduzindo o desgaste físico dos operadores e o desperdício de insumos como os painéis de madeira processada (MDP).

A estratégia de revisar processos sem investir em novos maquinários foi baseada em uma consultoria do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Ivan Aécio Bernardo Martins, coordenador de Otimização de Manufatura do Senai, ressalta que a experiência da Caemmun ilustra que o verdadeiro potencial de crescimento está na melhor utilização dos recursos já disponíveis, e não apenas na compra de novas máquinas.

Além de melhorar a eficiência, a metodologia trouxe mudanças significativas nas condições de trabalho. Marcos Paulo Rezende, coordenador de produção, observa que a divisão entre preparação e execução aliviou a pressão sobre os operadores, permitindo um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

Fundada em 1990, a Caemmun Movelaria é parte do Grupo Munhoz Caetano e opera em duas unidades no Paraná, com cerca de 500 colaboradores. A empresa fornece móveis para o mercado nacional e exporta cerca de 25% de sua produção para mais de 50 países, mantendo um centro de distribuição na Flórida, EUA. Para garantir a sustentabilidade de sua produção, a Caemmun também gerencia fazendas de plantio de eucalipto e pinus, assegurando o uso de madeira proveniente de florestas plantadas e detendo o EcoSelo Diamante, que certifica seu manejo florestal responsável.

O polo moveleiro de Arapongas, conhecido como a “Capital Moveleira Nacional”, abriga cerca de 330 indústrias do setor e movimentou cerca de R$ 5 bilhões em 2024, representando cerca de 10% do PIB nacional do segmento de móveis. Com essa estrutura robusta, a Caemmun e outras indústrias da região continuam a impulsionar o crescimento do setor, tanto no mercado interno quanto no exterior.

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