O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração alarmante nesta segunda-feira (17), afirmando que atacará Omã caso o sultanato árabe busque dividir o controle do estreito de Hormuz com o Irã. Em uma entrevista à Fox News, Trump disse: “Se Omã se meter no caminho, vamos bombardeá-los para c…”. Essa é a primeira vez que o presidente americano direciona uma ameaça a um país árabe desde o início de sua guerra contra o Irã, em fevereiro deste ano.
Historicamente, Omã tem atuado como mediador nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã, especialmente em relação ao programa nuclear iraniano. No entanto, com o início do conflito, o sultanato se tornou alvo de ataques retaliatórios iranianos, o que surpreendeu e gerou repúdio entre as autoridades locais. De acordo com o Instituto para Estudos de Segurança Nacional de Israel, foram registrados 66 lançamentos de mísseis e drones contra Omã até o cessar-fogo em junho, além de quatro ataques adicionais posteriormente.
Trump rompeu a trégua após o Irã atacar navios no estreito de Hormuz, uma rota crucial que antes do conflito era responsável por cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo. O presidente americano retomou as hostilidades devido à ineficácia das ações militares limitadas. Simultaneamente, ele impôs um bloqueio naval ao Irã, que resultou na desabilitação de três navios e na abordagem de outros dois até meados de julho.
Enquanto isso, o Irã continuou a ameaçar qualquer embarcação que transitasse pelo estreito sem autorização, mantendo um diálogo com Omã, que controla a margem sul de Hormuz. Recentemente, Teerã afirmou que suas negociações com o sultanato eram independentes de qualquer acordo com os Estados Unidos, o que provocou a ira de Trump. O presidente chegou a afirmar que declararia o estreito como território americano após o fim do conflito, e agora ameaça um país que até então era considerado aliado no esforço de contenção ao Irã.
Apesar de Omã investir 6,3% de seu PIB em defesa, o país possui capacidades militares limitadas e sua segurança depende da coordenação com os Estados Unidos e o Reino Unido na região. A declaração de Trump, embora possa ser interpretada como bravata, levanta preocupações sobre a escalada do conflito no Oriente Médio e as implicações para a segurança regional. Com o estreito de Hormuz praticamente fechado, o tráfego marítimo na área caiu drasticamente, com menos de 10% das embarcações que costumavam passar por ali antes do início das hostilidades.




