Às vésperas de sua segunda partida na Copa do Mundo, contra a Bélgica, no Grupo G, o Irã expressou descontentamento com as condições de preparação enfrentadas pela equipe desde sua chegada aos Estados Unidos. O técnico Amir Ghalenoei revelou que a seleção chegou ao país com menos de 18 horas de antecedência e teve tempo limitado para treinar, o que, segundo ele, impactou o desempenho da equipe.
Concentrados em Tijuana, no México, os jogadores iranianos alegam que as restrições logísticas dificultaram a adaptação e o treinamento adequados. Em entrevista, Ghalenoei afirmou que as dificuldades enfrentadas pelo grupo foram significativas. “Essas condições são muito difíceis”, desabafou o técnico, ressaltando que a equipe só conseguiu realizar parte do treino planejado antes da partida.
O treinador também mencionou que, para a próxima viagem, a seleção recebeu autorização para chegar dois dias antes ao local da partida contra o Egito, no dia 27. “Me disseram que, em Seattle, posso fazer o que quiser e que posso chegar antes [do jogo]”, afirmou, questionando por que essa permissão não foi dada anteriormente. Ghalenoei elogiou os esforços da FIFA em tentar minimizar os problemas, mas destacou que as dificuldades persistiram. “Não estou dizendo que nos ajudaram. Estou dizendo que tentaram minimizar os problemas”, afirmou. Ele acredita que o resultado da primeira partida, um empate em 2 a 2 contra a Nova Zelândia, reflete o cansaço dos jogadores devido à viagem apressada.
“Houve erros individuais e também problemas defensivos. Acredito que fizemos passes demais. E também, por estarmos viajando e nos deslocando tanto, acabamos ficando cansados”, analisou o técnico. Com o pano de fundo de conflitos políticos, a seleção do Irã busca trazer alegria ao seu povo, que enfrenta tensões com os Estados Unidos. O lateral-direito belga Thomas Meunier comentou que essa situação pode servir como motivação extra para os jogadores iranianos. “Imagino que alguns atletas tenham familiares afetados pela guerra. É um desafio adicional para nossa equipe”, disse Meunier, enfatizando a dificuldade de separar política e futebol em tempos de crise.
“Há uma certa motivação, um ganho de energia para poder, enfim, orgulhar o povo, a nação, as pessoas que nos apoiam”, completou o jogador belga, reconhecendo a complexidade do cenário atual.



