Post: TCU ordena mudança no sistema de concessão automática de aposentadorias do INSS

TCU determina que INSS altere sistema de concessão automática de aposentadorias para garantir melhores benefícios.
TCU ordena mudança no sistema de concessão automática de aposentadorias do INSS

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) altere seu sistema de concessão automática de aposentadorias. A decisão, tomada em julgamento na quarta-feira (10), visa garantir que os segurados recebam o melhor benefício possível e reduzir a fila de espera para a análise de pedidos. O TCU identificou falhas no processo automatizado, que resultam na negativa de um em cada dez pedidos de aposentadoria, sem que os cidadãos tenham a oportunidade de se defender.

O tribunal estabeleceu um prazo de 180 dias para que o INSS, a Dataprev (Empresa de Tecnologia da Previdência Social) e o Ministério da Previdência Social (MPS) realizem as devidas adaptações nos sistemas. O processo será arquivado após as mudanças necessárias.

Em nota, o INSS, junto com a Previdência e a Dataprev, afirmou que os sistemas estão em processo de modernização. Os órgãos ressaltaram que ainda não foram notificados oficialmente sobre o acórdão e que tomarão as medidas apropriadas após a notificação e avaliação. A Dataprev destacou que trabalha continuamente na evolução e aprimoramento dos sistemas, reafirmando seu compromisso com a segurança jurídica e a proteção dos direitos dos cidadãos.

Atualmente, o sistema Meu INSS, utilizado para a concessão de benefícios, é a maior plataforma de serviços digitais do governo, com uma média de 105 milhões de acessos mensais e a oferta de mais de cem serviços ao público. O INSS também informou que a fila de pedidos atingiu o menor patamar em 17 meses, com 2,191 milhões de requerimentos em maio, uma queda de 30% em relação a fevereiro, quando havia 3,128 milhões de pedidos.

O TCU baseou sua decisão em uma análise realizada em 2024, que revelou que 10,94% dos pedidos eram indeferidos automaticamente. O sistema automatizado é responsável pela análise de diversos benefícios, incluindo aposentadorias, pensões por morte, auxílio-reclusão, salário-maternidade, benefícios por incapacidade e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Apesar dos avanços na automação, o tribunal observou que os resultados esperados, como a redução das filas e do tempo de análise, não foram plenamente alcançados. A meta do INSS era atingir 55% de concessões automáticas até o final de 2025, mas esse percentual permanece próximo de 50%. A auditoria também apontou limitações nos sistemas antigos e a falta de pessoal como obstáculos para a ampliação das concessões automáticas, além de falhas no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

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