A Petrobras anunciou um investimento significativo de R$ 3,3 bilhões para a perfuração de quatro poços na Foz do Amazonas, com o objetivo de avaliar a viabilidade comercial da extração de petróleo na região. O valor foi comunicado ao Ibama, que é responsável pelo licenciamento ambiental do projeto, em documentos enviados nos últimos meses. Recentemente, a estatal confirmou a presença de hidrocarbonetos em um dos poços em perfuração, o que sugere a possibilidade de reservas de petróleo na área. Contudo, especialistas alertam que a informação é preliminar e a real extensão das reservas dependerá de novas perfurações. O Ibama, por sua vez, ainda não liberou a autorização para os poços adjacentes, solicitando dados adicionais antes de prosseguir com o licenciamento. O projeto abrange os blocos Manga, Crotalus e PAD Morpho, com a utilização de um novo navio-sonda no bloco 59, localizado a 160 km de Oiapoque, no Amapá. A Petrobras planeja substituir o navio-sonda atual, ODN-II (NS-42), pelo Amarelina Star (NS-43) para as operações. Além do investimento em perfurações, a Petrobras também deve arcar com compensações ambientais, que são calculadas com base no valor total do empreendimento. O Ibama estabeleceu um impacto ambiental de 0,5%, o que resulta em uma compensação de R$ 16,5 milhões. Para a perfuração do poço Morpho, que custará R$ 842,8 milhões, a compensação ambiental será de R$ 4,2 milhões. As atividades de perfuração no Morpho devem prosseguir até setembro, enquanto os outros três poços, se autorizados, poderão levar até 160 dias para serem concluídos, com a possibilidade de se estender até 2027. A Petrobras adotou critérios diferentes para o abandono dos poços, sendo que no Morpho a decisão foi pelo abandono permanente, enquanto nos outros três poços, a possibilidade de extração futura permanece em aberto, dependendo da confirmação da presença de petróleo. Especialistas destacam que o abandono permanente do primeiro poço é uma prática comum, pois a extração geralmente ocorre nos poços subsequentes. A Petrobras também esclareceu que o abandono de poço é uma operação padrão e não está necessariamente relacionada à presença ou ausência de petróleo.




