A Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou a suspensão do plano de retirada de navios do estreito de Hormuz nesta quinta-feira (25), após um ataque ocorrido no golfo de Omã. O incidente envolveu um navio cargueiro que foi atingido por um projétil de origem desconhecida, levando à decisão de rever as garantias de segurança para as embarcações na região.
O secretário-geral da OMI, Arsenio Domínguez, afirmou que a implementação do plano será temporariamente suspensa até que se confirme a validade das garantias de segurança tanto para os navios que estão na lista de evacuação quanto para aqueles que transitam pela área. A agência britânica de segurança marítima, UKMTO, relatou que o ataque ocorreu a 7,5 milhas náuticas (14 km) ao sudeste de Dahit, em Omã.
O ataque ao navio cargueiro, que não resultou em vítimas nem em impactos ambientais, acontece em um momento de relativa calma no estreito, após a suspensão de bloqueios mútuos entre Irã e Estados Unidos, como parte de um memorando de entendimento que visa a paz na região. O navio atingido foi identificado como o porta-contêineres Ever Lovely, de bandeira de Singapura.
O memorando prevê a livre passagem pelo estreito de Hormuz durante um período de 60 dias, sem a cobrança de pedágios. No entanto, o Irã manifestou a intenção de impor taxas de trânsito, o que gerou forte oposição de Washington. Omã, que está mediando a situação, esclareceu que não estão previstas taxas de passagem e anunciou a abertura de um “corredor marítimo temporário” em colaboração com a ONU.
A Guarda Revolucionária do Irã, por sua vez, ameaçou responder a qualquer tentativa de transitar pelo estreito sem a sua autorização. O incidente mais recente ocorre em um contexto de crescente tensão na região, onde já havia sido registrado um ataque semelhante em 12 de junho, quando outro navio foi atingido por um projétil no estreito de Hormuz.



