Post: Seis suspeitos são detidos por furtos de cabos de usinas solares em Mato Grosso

Seis suspeitos são presos em Mato Grosso por furtos de cabos de usinas solares, com investigações apontando atuação em várias cidades.
Seis suspeitos são detidos por furtos de cabos de usinas solares em Mato Grosso

Seis indivíduos suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em furtos de cabos de sistemas de energia solar foram detidos pela Polícia Civil na quarta-feira (9). A ação ocorreu após uma investigação realizada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Primavera do Leste, onde os policiais interceptaram dois veículos utilizados pelos criminosos na BR-070, recuperando uma quantidade significativa de cabos furtados.

Segundo o delegado Honório Neto, as investigações indicam que o grupo não se limitava a Primavera do Leste. Crimes semelhantes foram registrados em diversas cidades, incluindo Campo Verde, Paranatinga, Gaúcha do Norte e Poxoréu, além de outras localidades em Mato Grosso.

Os cabos de energia solar possuem um alto valor comercial, e, conforme o delegado, cada furto pode render aos criminosos entre R$ 100 mil e R$ 200 mil. A investigação que levou às prisões começou após um furto em uma propriedade rural em Dom Aquino, próximo a Primavera do Leste.

Os investigadores notaram semelhanças entre o crime e outros furtos na região, principalmente na maneira como os suspeitos atuavam e nas características dos veículos utilizados. Com base nessas informações, a Polícia Civil conseguiu traçar o possível trajeto dos suspeitos.

Uma operação foi montada para interceptar o grupo na BR-070, resultando na abordagem de dois carros e na prisão dos seis indivíduos. Durante a operação, os policiais recuperaram uma grande quantidade de cabos que, segundo a investigação, foram furtados de uma propriedade em Nova Xavantina. A apuração revelou que os suspeitos passaram por Primavera do Leste, seguiram até Nova Xavantina e realizaram o furto após romper um obstáculo.

Todos os seis detidos têm antecedentes criminais. Um deles estava usando uma tornozeleira eletrônica e já havia sido preso anteriormente pelo mesmo tipo de crime na região de Tangará da Serra.

A Polícia Civil acredita que os membros do grupo possuam conhecimento técnico sobre instalações de sistemas fotovoltaicos. O delegado destacou que a remoção dos cabos requer habilidades específicas, o que diferencia esses crimes de furtos comuns. Além disso, a investigação está em busca de entender como as propriedades eram selecionadas pelos criminosos.

As primeiras apurações sugerem que os criminosos visavam imóveis rurais com sistemas de energia solar localizados próximos a rodovias, facilitando o acesso e a fuga após os crimes. Os investigadores também tentam descobrir se o grupo monitorava as propriedades ou se recebia informações de terceiros.

A identificação do receptador dos cabos furtados é uma das prioridades da investigação. Segundo Honório Neto, o receptador desempenha um papel crucial nesse esquema, criando um mercado para o material roubado e permitindo que os criminosos obtenham altos lucros.

Suspeita-se que os cabos sejam revendidos no mercado clandestino por preços muito inferiores aos do mercado legal, eventualmente chegando ao consumidor final. A Polícia Civil pretende aprofundar a análise das informações obtidas com as prisões e compartilhar dados com delegacias de outras cidades, visando verificar se os suspeitos têm ligação com outros furtos em diferentes regiões, incluindo Rondonópolis.

Os detidos inicialmente respondem por furto qualificado e concurso de pessoas. Com o avanço do inquérito, a investigação pode revelar a existência de associação criminosa. A Derf também planeja confrontar as informações obtidas nesta prisão com inquéritos já abertos sobre furtos semelhantes, a fim de identificar a participação individual de cada suspeito e verificar se há outros envolvidos no esquema.

A Polícia Civil orienta possíveis vítimas a procurarem uma delegacia imediatamente após perceberem o furto e registrarem um boletim de ocorrência. Aqueles que possuem câmeras de monitoramento devem preservar as imagens e entregá-las aos investigadores, pois esse material pode ajudar na identificação dos envolvidos e na conexão entre crimes em diferentes municípios.

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