A Starbucks, em um movimento que contrasta com o fechamento de lojas nos Estados Unidos, anunciou a retomada de sua expansão no Brasil, prevendo a abertura de 32 novas lojas até 2026. A decisão vem após um período de estagnação causado pela recuperação judicial da antiga operadora da marca no país, a SouthRock. Enquanto a gigante do café fecha unidades de baixo desempenho em seu país de origem, onde cerca de 1% das 18 mil lojas foram afetadas, a empresa vê um cenário promissor no Brasil, onde o mercado continua a se mostrar estratégico e com grande potencial de crescimento.
A marca, que atualmente conta com 130 lojas espalhadas por estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, está focada no Sudeste, mas já estuda novas regiões para 2027. A reestruturação da Starbucks, que inclui a transferência da operação para a Zamp, responsável também pelo Burger King no Brasil, trouxe uma nova dinâmica ao negócio. Após um período de contenção, a Zamp iniciou investimentos em lançamentos de produtos sazonais e parcerias, reanimando a marca no mercado brasileiro.
Desde o início de 2026, a Starbucks já abriu 20 novas lojas e mantém a expectativa de encerrar o ano com um total de 32, superando a meta inicial de 30. A empresa destaca que a recuperação do mercado brasileiro é impulsionada pela conexão crescente dos consumidores com a marca, o que reforça a importância do país para a estratégia global da Starbucks.
Globalmente, a reestruturação da empresa faz parte do plano “Back to Starbucks”, implementado pelo CEO Brian Niccol desde 2024, que visa restaurar a experiência do cliente e a hospitalidade que a marca sempre ofereceu. O plano inclui a modernização das lojas, a contratação de mais funcionários e o retorno de tradições, como a personalização das bebidas pelos baristas e a utilização de canecas de cerâmica. Essa abordagem tem mostrado resultados, com um aumento nas vendas nos últimos trimestres e uma valorização das ações da empresa em quase 15% no último ano.
Entretanto, a operação no Brasil também enfrenta desafios. A Starbucks está implementando medidas para reduzir custos em US$ 2 bilhões até 2028, o que inclui o fechamento de lojas de baixo desempenho e demissões. Apesar disso, a empresa continua a investir em sua expansão no Brasil, apostando no potencial do mercado e na fidelidade dos consumidores. Com a expectativa de novas aberturas e um olhar atento às dinâmicas do mercado, a Starbucks reafirma sua presença no Brasil como um pilar fundamental de sua estratégia global.



