A senadora paraguaia Celeste Amarilla fez uma declaração polêmica ao jogador francês Kylian Mbappé, alertando-o para que “não se meta com os paraguaios” e relembrando a prisão do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho no Paraguai. A declaração ocorreu após Mbappé responder a ataques racistas feitos pela parlamentar, que associou sua aparência e origem a chimpanzés, em um contexto de hostilidade após a partida entre França e Paraguai.
Em entrevista, Amarilla afirmou: “Leia minha carta. Se sabe ler, leia minha carta. Não se meta com os paraguaios. Aqui já prendemos Ronaldinho Gaúcho. Não me subestime”. A senadora, que pertence ao Partido Liberal Radical Autêntico, sugeriu ainda que o goleiro paraguaio Orlando Gill deveria ter mostrado o dedo do meio a Mbappé em vez de cumprimentá-lo, afirmando que faz isso no Senado sem consequências.
Mbappé, por sua vez, respondeu à senadora em uma postagem no X, onde a chamou de “indigna do cargo que ocupa” e “desprezível”, afirmando que não permitirá que pessoas como ela espalhem ódio e racismo. A situação remete à detenção de Ronaldinho em 2020, quando ele e seu irmão foram presos por tentarem entrar no Paraguai com documentos falsos. O ex-jogador ficou 32 dias em uma cela e o restante do tempo em prisão domiciliar, até ser solto em agosto do mesmo ano após um acordo judicial.
Amarilla, além de relembrar a prisão de Ronaldinho, também acusou Mbappé de cometer “violência de gênero” contra ela, afirmando que seu comportamento é grave e inaceitável. A senadora divulgou uma carta aberta ao jogador, reiterando suas acusações e exigindo um pedido de desculpas por parte do atleta francês. Essa troca de farpas entre a senadora e o jogador destaca não apenas a tensão racial, mas também as questões de gênero que permeiam o discurso público, especialmente em um contexto esportivo.



