Pesquisadores, gestores públicos, lideranças culturais e representantes de rodas de samba de todo o Brasil se reuniram no 1º Seminário Nacional das Rodas de Samba, realizado no centro do Rio de Janeiro. O evento, que ocorre ao longo de três dias, é promovido pelo Ministério da Cultura e visa discutir os desafios enfrentados por essas manifestações culturais e seu papel na sociedade brasileira.
samba: cenário e impactos
Durante o seminário, foram abordados temas relevantes como economia criativa, patrimônio cultural, memória, participação social, políticas públicas e a importância da ocupação dos espaços públicos para o desenvolvimento territorial. O ministro da Cultura interino, Márcio Tavares, destacou a relevância das rodas de samba como uma rede de produção cultural que preserva as tradições afro-brasileiras.
“Mais do que apresentações musicais, elas são ambientes de convivência, de memória, de educação popular, formação artística, emprego e renda, fortalecendo as redes comunitárias. As rodas mantêm viva essa tradição cultural que tem mais de 100 anos e envolve comunidades inteiras na sua realização. Ampliar os instrumentos de valorização, salvaguarda e financiamento é fundamental”, afirmou Tavares.
O seminário também contou com a participação de nomes reconhecidos no cenário cultural, como Helena Theodoro, Tadeu Kaçula, Nei Lopes, Nilcemar Nogueira e Zé Luiz do Império, que compartilharam suas experiências e reflexões sobre a importância das rodas de samba.
A cerimônia de encerramento do evento está marcada para ocorrer no Clube Renascença, localizado no bairro do Andaraí, na zona norte do Rio de Janeiro. O encerramento contará com uma mesa de debates, seguida de uma feijoada e uma roda de samba em homenagem à icônica sambista carioca Tia Surica.
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