A final da Copa do Mundo de 2026 promete ser um espetáculo não apenas esportivo, mas também emocional, com Lionel Scaloni enfrentando seu ex-professor, Luis de la Fuente. A Argentina, sob o comando de Scaloni, busca a glória em busca de um feito inédito: conquistar a segunda Copa do Mundo consecutiva, algo que não acontece desde que o Brasil fez isso em 1958 e 1962. Por outro lado, a Espanha, liderada por De la Fuente, tenta trazer para casa seu segundo título mundial, 16 anos após a conquista na África do Sul.
O caminho até a final foi repleto de desafios. A Espanha superou a França com um convincente 2 a 0, enquanto a Argentina teve que lutar para vencer a Inglaterra por 2 a 1, em uma partida marcada por reviravoltas. Com isso, o embate entre as duas seleções se transforma em um duelo entre mestre e aprendiz, onde a amizade e o respeito mútuo se destacam.
A relação entre Scaloni e De la Fuente remonta a 2017, quando Scaloni, recém-aposentado, iniciou sua trajetória como técnico na academia de treinadores da RFEF (Federação Espanhola de Futebol). De la Fuente, na época responsável pelas seleções de base, foi um dos mentores que ajudou Scaloni a dar os primeiros passos na nova carreira. Ambos nunca imaginaram que as lições aprendidas em Las Rozas os levariam a uma final de Copa do Mundo.
Em entrevistas, Scaloni sempre elogiou De la Fuente, destacando a importância que ele teve em sua formação como treinador. “Luis foi uma ajuda enorme para nós que fizemos o curso de treinadores em Las Rozas. Já conversei com ele e desejo a ele tudo de bom”, disse Scaloni, reforçando a admiração que sente por seu ex-tutor. De la Fuente, por sua vez, não hesitou em reconhecer o talento de Scaloni, descrevendo-o como um “mestre” no futebol, um título que, embora improvável para um ex-aluno, reflete a trajetória de sucesso que Scaloni construiu à frente da seleção argentina.
Além do aspecto profissional, a conexão de Scaloni com a Espanha é pessoal. Casado com a espanhola Elisa Montero, com quem tem filhos nascidos no país, Scaloni vive em Mallorca, o que intensifica ainda mais o significado deste confronto. Em declarações anteriores, Scaloni expressou seu carinho pela Espanha, especialmente em competições como a Eurocopa, onde declarou torcer pela seleção.
À medida que se aproxima a final, os sentimentos de amizade e competitividade se entrelaçam. Scaloni, ao falar sobre De la Fuente, expressou sua felicidade pelo sucesso do ex-professor, mas também deixou claro que a rivalidade esportiva prevalecerá. “Se as coisas não derem certo para nós, vou ligar para ele. Se jogarmos contra ele na final… não. Tomara que não haja ligação até depois da final…”, comentou, revelando o tom leve e amigável que permeia a relação entre os dois, mesmo em um momento tão decisivo.
Com a final marcada para domingo, Scaloni e De la Fuente se preparam para um duelo que transcende o campo, onde o respeito e a amizade se encontram em um cenário de alta tensão e expectativa. O que está em jogo é mais do que um troféu; é a realização de um sonho que começou nas salas de aula da academia de treinadores e agora se desdobra no maior palco do futebol mundial.



