Post: Rússia provoca apagão na Ucrânia enquanto bombas planadoras causam 31 Mortes

Rússia provoca apagão na Ucrânia com ataque aéreo; 31 mortos em ataque a escola humanitária em Zaporíjia.
Rússia provoca apagão na Ucrânia enquanto bombas planadoras causam 31 Mortes

A semana que antecede a retomada das negociações mediadas pelos Estados Unidos sobre a guerra na Ucrânia começou marcada por um ato de violência sem precedentes. Na terça-feira (3), a Rússia lançou um mega-ataque que deixou parte do território ucraniano no escuro, enquanto um ataque isolado na véspera resultou na morte de 31 pessoas. O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, confirmou que as vítimas estavam em uma escola utilizada como centro de distribuição de ajuda humanitária em Zaporíjia, no sul do país, o que representa um dos maiores números de mortos em um único ataque no ano.

O ataque russo, que incluiu o lançamento de 76 mísseis e 289 drones, teve como alvo a infraestrutura energética de 10 das 24 regiões da Ucrânia. Três usinas termoelétricas foram atingidas, resultando em um apagão que afetou vastas áreas, incluindo a capital, Kiev. A utilização de bombas de gravidade equipadas com kits para planar permitiu que os caças-bombardeiros Su-34 da Rússia evitassem a exposição ao fogo antiaéreo, aumentando a eficácia do ataque. Segundo Zelenski, a primeira bomba caiu quando as filas se formavam para receber ajuda, e outras foram lançadas durante o socorro às vítimas, ampliando a tragédia.

Em resposta, a Ucrânia também intensificou suas ações, atingindo uma refinaria na Rússia. Esse ataque ocorre em um momento delicado, já que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia solicitado a Kiev que interrompesse tais operações para garantir o fluxo de diesel comprado da Rússia, parte de um polêmico acordo para tentar reduzir os preços dos combustíveis nos EUA antes das eleições. A troca de ataques entre os dois países é uma prática comum em vésperas de negociações, com ambos os lados buscando se mostrar fortes antes de se sentarem à mesa de diálogo.

As conversas trilaterais, mediadas pelos EUA, estão programadas para ocorrer em Abu Dhabi após uma pausa de nove meses, motivada pela escalada do conflito no Irã. O Kremlin confirmou que as negociações voltarão a acontecer, mas a situação no campo de batalha continua tensa. A pressão sobre a Ucrânia aumenta à medida que o inverno se aproxima, e os blecautes energéticos alimentam o temor entre a população de enfrentar uma estação rigorosa sem acesso regular à energia, enquanto as temperaturas caem abaixo de zero.

No leste do país, a batalha pela região de Donetsk se intensifica, com Putin buscando uma vitória definitiva sobre os 15% do território que ainda estão sob controle de Zelenski. No entanto, há relatos de contra-ataques ucranianos bem-sucedidos, o que complica ainda mais a situação para as forças russas. O cenário atual reflete a complexidade do conflito, que continua a causar sofrimento e incerteza para milhões de pessoas na Ucrânia e além.

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