O candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, apresentou um plano abrangente para a segurança pública, intitulado “Muito para mostrar, nada para esconder”. Com cerca de 100 páginas, o documento destaca a urgência de combater a “epidemia de violência” que afeta o Brasil, propondo uma série de medidas para enfrentar facções criminosas, narcotráfico e corrupção. Caiado, ex-governador de Goiás, afirma que o governo federal deve assumir um papel de liderança no combate a crimes organizados, promovendo a cooperação entre estados, municípios e instituições como o Ministério Público e o Judiciário. O plano enfatiza a necessidade de recuperar territórios dominados por organizações criminosas e proteger as fronteiras do país. Entre as 14 propostas principais, destacam-se iniciativas voltadas para o combate à violência contra mulheres e crianças, além do roubo de celulares. O documento, no entanto, carece de um cronograma claro para a implementação das ações e de estimativas de custos, além de depender de aprovações no Congresso Nacional e possíveis mudanças na Constituição. Uma das propostas mais polêmicas é a classificação de facções como PCC e CV como organizações de “terrorismo doméstico”, o que permitiria a aplicação de penas mais severas para seus integrantes e financiadores. Caiado também sugere a utilização das Forças Armadas no combate a essas organizações, sem a necessidade de acionamento da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O plano inclui a criação de um novo Ministério da Segurança Pública e um Conselho Estratégico Nacional, que reuniria o presidente e governadores, para coordenar ações contra o crime organizado. Além disso, propõe a integração de bancos de dados de diferentes esferas do governo para facilitar a identificação de redes criminosas e a realização de operações de combate ao crime. Outra proposta é a criação de um fundo nacional para o combate ao terrorismo doméstico, além da implantação de um Comando Nacional de Proteção de Fronteiras, que reuniria diversas forças de segurança para proteger as fronteiras brasileiras e recuperar o controle territorial da Amazônia Legal. Caiado também planeja estimular convênios entre estados vizinhos para compartilhar inteligência e realizar operações conjuntas, além de propor a criação da SULPOL, uma agência de cooperação policial sul-americana. O candidato tem ainda em seu radar a criação de uma Rede Nacional de Presídios de Segurança Máxima e a implantação de um protocolo nacional para investigação de homicídios e feminicídios, priorizando a modernização de laboratórios de análise forense. A proposta de Caiado inclui a criação de uma Secretaria Nacional da Segurança da Mulher, da Criança e das Minorias, além de endurecer as penas para crimes de feminicídio e lesão corporal contra mulheres. Por fim, o candidato defende a redução da maioridade penal para 16 anos e a criação de um Sistema Nacional Anticorrupção e de Integridade Pública, visando aumentar a transparência na gestão de recursos públicos e combater a corrupção. As propostas de Caiado refletem uma abordagem rigorosa e abrangente para a segurança pública, mas levantam questões sobre a viabilidade de implementação e a necessidade de um debate mais aprofundado sobre as consequências dessas medidas. Continue acompanhando o Clique Agora para mais notícias sobre política, cidades, economia, segurança e os principais acontecimentos do Brasil.



