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renegociação - Especialistas orientam sobre como renegociar dívidas impagáveis; confira dicas e programas disponíveis para recuperação financeira.
Especialistas recomendam renegociação de dívidas impagáveis; veja o passo a passo

Em um cenário econômico desafiador, muitos brasileiros se veem diante de dívidas que se tornaram impagáveis. Especialistas alertam que situações como doenças, desemprego, divórcios ou falecimentos de provedores podem transformar dívidas que antes eram administráveis em um verdadeiro pesadelo financeiro. Para ajudar aqueles que enfrentam essa realidade, reunimos orientações práticas sobre como renegociar suas dívidas e recuperar o controle das finanças.

A professora Barbara Louise Sant’Anna Boaventura, de 42 anos, é um exemplo claro dessa situação. Após se aposentar precocemente devido a problemas de saúde, ela viu suas finanças desmoronarem rapidamente. Sem convênio médico e com uma redução de 60% em sua renda, Barbara começou a utilizar o cartão de crédito para cobrir despesas com exames, medicamentos e consultas. O tratamento de um câncer na língua resultou em uma dívida de R$ 120 mil, incluindo juros. Para Barbara, a solução foi se comprometer a pagar parcelas altas para se livrar rapidamente desse fardo.

Guilherme Oliveira, especialista em seguros e educação financeira da Serasa, destaca que um sinal claro de que a dívida se tornou insustentável é quando o consumidor começa a usar crédito novo para cobrir pagamentos antigos. “Esse ciclo é um indicativo de que a pessoa está ultrapassando sua capacidade de pagamento”, alerta. Barbara, mesmo após renegociações, ainda enfrenta dificuldades, com parcelas mensais que somam R$ 2.382, entre o banco e o cartão de crédito. Para complementar sua renda, ela recorre a vaquinhas e rifas nas redes sociais, uma estratégia que muitos estão adotando em tempos de crise.

Dados da Serasa revelam que, em 2026, o Brasil atingiu um recorde alarmante de 83,5 milhões de brasileiros com contas em atraso, representando mais de 50% da população adulta. O total das dívidas ultrapassa R$ 570 bilhões, com uma média de R$ 6.877 por pessoa. O cartão de crédito, por sua vez, representa 27% das dívidas registradas.

Os especialistas recomendam que os consumidores fiquem atentos a sinais de alerta, como deixar de pagar contas essenciais ou pagar apenas o valor mínimo do cartão de crédito. Claudia Yoshinaga, professora da FGV, enfatiza a importância de buscar ajuda o quanto antes e não aceitar a primeira oferta ao fechar um acordo.

Uma alternativa viável é participar de programas como o novo Desenrola Brasil, que oferece renegociações para dívidas de cartão de crédito para quem ganha até R$ 8.105 por mês. Este programa federal é uma das opções disponíveis para aqueles que buscam sair do endividamento e recuperar sua saúde financeira. Em tempos de crise, a renegociação de dívidas pode ser a chave para retomar o controle das finanças e garantir um futuro mais seguro. Portanto, é essencial estar informado e buscar as melhores alternativas disponíveis para cada situação.

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