O Brasil apresenta uma significativa mudança no cenário do emprego formal, com a diferença entre homens e mulheres no acesso a vagas diminuindo nos últimos anos. Dados recentes da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mostram que, dos 62,8 milhões de empregos formais ativos, as mulheres ocupam atualmente 46,4% dos postos, totalizando 29.182.235 vínculos trabalhistas. Apesar de ainda não serem a maioria, a proporção de mulheres no mercado de trabalho tem crescido, refletindo um avanço na igualdade de gênero.
Os números, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), revelam que, em janeiro de 2023, 55,7% das vagas eram ocupadas por homens, enquanto 44,2% eram de mulheres. Essa diferença tem diminuído, com o saldo positivo de 10,1 milhões de vínculos de emprego formal acumulado entre janeiro de 2023 e junho de 2026. Desses, 5,8 milhões foram ocupados por mulheres e 4,3 milhões por homens.
A Rais também trouxe à tona dados sobre a diversidade racial no mercado de trabalho. Dos 62,8 milhões de vínculos formais, 27,3 milhões são de pessoas autodeclaradas pardas, 26,8 milhões de brancas, 4,6 milhões de pretas, 600 mil de amarelas e 239 mil de indígenas. Além disso, 3,1 milhões de vínculos não tiveram a informação racial registrada, um número que caiu drasticamente de mais de 17,2 milhões há três anos e meio, graças a campanhas de conscientização promovidas pelo MTE.
Outro ponto relevante é a evolução da escolaridade dos trabalhadores. Atualmente, mais da metade (54%) dos trabalhadores formais possui ensino médio, enquanto 15,2 milhões têm ensino superior ou pós-graduação. A faixa etária dos trabalhadores também mostra que 74% têm pelo menos 30 anos, indicando uma tendência de valorização da experiência no mercado.
O rendimento médio dos trabalhadores em emprego formal no Brasil é de R$ 4.389,49. O setor de serviços continua sendo o maior gerador de empregos, com 38,2 milhões de vagas, seguido pelo comércio (10,5 milhões), indústria (9,1 milhões), construção (3 milhões) e agropecuária (1,8 milhões).




