A força naval multinacional que atua no mar Vermelho emitiu um alerta sobre a crescente ameaça dos rebeldes houthis do Iémen, que estão prontos para atacar navios no estreito de Bab el-Mandeb, uma importante via de navegação que conecta o mar Vermelho ao oceano Índico. Em uma nota divulgada, o centro de informações da Coalizão Marítima Combinada (CMF) informou que os houthis completaram as preparações para os ataques, incluindo a instalação de mísseis e drones na região.
A situação se agravou após os houthis, apoiados pelo Irã, decretarem um embargo a portos sauditas, abrindo uma nova frente no já complexo conflito do Oriente Médio. O alerta, que foi emitido na segunda-feira (20), ganhou destaque na mídia apenas na quarta-feira (22). A CMF, que é a maior coalizão naval do mundo, foi criada em 2001 para combater problemas como pirataria e terrorismo na região, e agora se vê diante de um novo desafio devido à escalada de hostilidades.
Além disso, a missão naval da União Europeia no Oriente Médio também emitiu um aviso, recomendando que navios mercantes com vínculos a interesses israelenses, americanos ou sauditas evitem transitar pelo mar Vermelho e pelo golfo de Áden até que a situação melhore. Os houthis, que até então tinham se mantido relativamente inativos em relação a ataques no mar Vermelho, decidiram entrar no conflito após o bloqueio do aeroporto de Sanaa, sua capital, por forças do governo deposto, que contam com o apoio da Arábia Saudita.
Desde o início da nova fase do conflito, os houthis lançaram mísseis contra o reino saudita e anunciaram o bloqueio, o que gerou um impacto significativo nas rotas de navegação. A região é crucial para as exportações de petróleo sauditas, especialmente considerando a interdição no estreito de Hormuz, que já afeta o transporte de petróleo. Como resultado, pelo menos nove petroleiros no mar Vermelho tiveram que mudar suas rotas, optando por contornar a África e seguir para o canal de Suez, o que aumenta o tempo de viagem em quase 50% e gera custos adicionais significativos.
A situação continua a evoluir, e a incógnita persiste sobre como outras embarcações, que transportam diversos tipos de mercadorias, especialmente da China para a Europa, reagirão a essas novas ameaças. A comunidade internacional observa atentamente o desenrolar dos acontecimentos, que podem ter repercussões significativas para a segurança marítima e a economia global.




