Um filme sul-coreano conquistou o público de forma impressionante, levando quase 17 milhões de pessoas aos cinemas em apenas seis meses. “O Guardião do Rei” se tornou o segundo longa-metragem mais assistido na história do cinema da Coreia do Sul, alcançando a maior bilheteira até hoje. A trama gira em torno da amizade improvável entre um rei deposto e um camponês encarregado de vigiá-lo, e estreia no Brasil durante o Koff (Korean Film Festival), uma mostra gratuita de cinema coreano que acontece em várias cidades do país. O festival começa em São Paulo nesta quinta-feira (1º) e vai até o dia 7, com ingressos já esgotados.
Inspirado em um famoso capítulo da história coreana, o filme se baseia na vida de Danjong, que se tornou o sexto governante da dinastia Joseon em 1452, aos 11 anos. Após um golpe de estado, ele foi destituído e exilado em uma vila remota, onde acabou sendo assassinado aos 16 anos. O diretor Jang Hang-jun reimagina essa tragédia com um toque de ficção, mesclando comédia e drama, criando uma narrativa que promete emocionar o público.
O protagonista, Heung-do, é o líder trapalhão de uma vila isolada que faz de tudo para que sua comunidade seja escolhida para abrigar um nobre. A vila, cercada por rios e penhascos, funciona como uma prisão natural, e os moradores não têm ideia de que o hóspede é, na verdade, um monarca. Ao longo da história, Danjong tenta se integrar à comunidade, enquanto Heung-do é incumbido de vigiá-lo e reportar tudo ao palácio. No entanto, o relacionamento entre os dois se transforma ao longo do tempo, à medida que Heung-do começa a desenvolver um afeto genuíno pelo jovem rei.
Embora a relação pessoal entre os dois personagens não tenha registros históricos, o filme traz à tona temas universais de amizade e lealdade. O camponês é interpretado por Yoo Hae-jin, conhecido por sua participação em outros sucessos do cinema coreano, enquanto o rei é vivido por Park Ji-hoon, famoso entre os fãs de k-pop e que também participou de diversos dramas coreanos. Sua presença no elenco ajudou a atrair uma nova geração de jovens para as salas de cinema, ampliando ainda mais o alcance do filme nas redes sociais.
Com uma narrativa envolvente e personagens carismáticos, “O Guardião do Rei” promete ser um marco no cinema sul-coreano e uma experiência imperdível para os amantes da sétima arte. O sucesso do filme reflete não apenas a crescente popularidade da cultura coreana no Brasil, mas também a capacidade do cinema de contar histórias que ressoam com o público de diferentes partes do mundo.



