O mercado está atento às possíveis implicações de uma vitória de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial para a Raízen, uma das principais empresas do setor de energia no Brasil, controlada pelo empresário Rubens Ometto. A companhia, que enfrenta uma crise financeira e solicitou recuperação extrajudicial, pode ver sua situação mudar caso o novo governo retome a agenda de privatizações iniciada durante o mandato de Jair Bolsonaro.
Fontes próximas à Raízen indicam que a distribuidora, atualmente envolvida em um processo de cisão que separa suas operações de açúcar, etanol e bioenergia, pode se tornar um ativo atraente para investidores internacionais. Com a crescente desconfiança de grandes investidores árabes em relação a países com estatais petrolíferas robustas, a privatização de ativos da Petrobras, como suas refinarias, poderia reverter essa tendência, trazendo de volta o interesse por empresas como a Raízen.
Recentemente, as ações da companhia apresentaram uma recuperação significativa, subindo 33% após uma queda de 55% no ano. Essa oscilação no mercado reflete a expectativa de que a Raízen, com a separação de suas operações, possa se posicionar de forma mais competitiva.
Na semana passada, a subsidiária de energia da Raízen, que abrange seus negócios de açúcar, etanol e bioenergia, obteve aprovação para listar suas ações na Bolsa, um passo crucial para a cisão planejada. Em maio, o presidente da Cosan, Marcelo Martins, mencionou que a empresa está considerando vender sua participação na Raízen. A gestora IG4 demonstrou interesse em adquirir uma participação majoritária na companhia, mas fontes internas afirmam que qualquer transação desse tipo só deve ocorrer após a conclusão da cisão.




