Post: Deputado do RJ é investigado novamente pela PF por contratos de R$ 200 milhões

Marcelo Queiroz, deputado reeleito do RJ, é alvo da PF por contratos de R$ 200 milhões para castração de animais.
Deputado do RJ é investigado novamente pela PF por contratos de R$ 200 milhões

O deputado federal reeleito pelo Rio de Janeiro, Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), voltou a ser alvo da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (27) devido a suspeitas de irregularidades em contratos públicos que somam R$ 200 milhões. Esses contratos estão relacionados a serviços de castração e esterilização de animais no estado. A nova fase da Operação Castratio investiga possíveis fraudes em licitações ocorridas durante o período em que Queiroz esteve à frente da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Nesta etapa, a PF cumpre cinco mandados de busca e apreensão em diversos locais, incluindo endereços vinculados ao deputado e seu escritório, com ordens autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em função do foro privilegiado do parlamentar. “Os materiais obtidos na primeira fase, deflagrada em maio de 2026, desencadearam a segunda fase da investigação, que visa apurar a extensão do grupo criminoso e suas práticas ilegais”, informou a PF em comunicado.

A defesa de Queiroz ainda não se manifestou sobre a nova investigação. Na primeira fase, seus advogados alegaram que as acusações eram infundadas e surgiram em um contexto eleitoral, quando o deputado não apoiou o candidato do ex-governador do Rio de Janeiro. A PF já havia investigado contratos firmados pela Secretaria de Agricultura com a empresa Consuvet, que prestava serviços de castração. As suspeitas incluem direcionamento, superfaturamento e fraudes nas licitações.

Além disso, a PF apontou que Queiroz poderia ter utilizado seu envolvimento com a causa animal para obter vantagens políticas através dos contratos investigados. A Consuvet, que venceu a licitação, foi criada apenas três meses antes da assinatura dos contratos milionários. As investigações também revelaram possíveis irregularidades envolvendo Antônio Emílio Santos, ex-diretor administrativo e financeiro da Secretaria de Agricultura, que se tornou sócio da empresa. Ele foi responsável por autorizar a abertura da licitação que contratou a Consuvet.

Relatórios de inteligência financeira indicaram que Antônio recebeu R$ 888 mil da empresa em apenas oito meses, incluindo um saque superior a R$ 700 mil em dezembro de 2023. Além disso, a Consuvet só obteve o registro necessário no Conselho Regional de Medicina Veterinária após a assinatura do contrato. A PF informou que Queiroz pode ser indiciado por peculato, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro.

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